Devaneios da Bel: Wait for Me (Against All Odds #1) — Elisabeth Naughton




Título: Wait for Me (Against All Odds #1)
Título original: Wait for Me (Against All Odds #1)
Páginas: 266
Autor(a): Elisabeth Naughton
Tradução: Não há
Editora: Independente
Ano: 2011
Gênero: Romance, Literatura Estrangeira


Sinopse Goodreads (em tradução livre): Um finalista do “2012 Readers 'Choice Awards em Suspense Romântico”!
 Uma mulher sem um passado ... Depois de um trágico acidente que a deixou sem memória, Kate Alexander lutou para se encaixar com um marido e um mundo que não parecia certo. Ela não tem motivos para questionar o que amigos e familiares lhe disseram, não até que seu marido morra de repente e ela encontre uma foto de uma menina em seu escritório. Uma garota que não pode ser mais que uma filha que Kate não sabia que tinha.
 Um homem desesperado por uma razão para viver ... Ryan Harrison perdeu sua esposa em um acidente de avião há cinco anos. Para lidar com a dor da perda, dedicou-se ao trabalho e a criar a filha. Agora, um executivo farmacêutico bem-sucedido, Ryan tem tudo que um homem poderia querer - dinheiro, fama e poder -, mas desistiria de tudo num piscar de olhos por apenas mais um dia com a mulher que ele ainda ama.
 Duas vidas prestes a convergir. Como Kate começa a cavar um passado que ela não lembra, a evidência a leva a São Francisco e a coloca no caminho em direção a Ryan, um homem que vê nela a mulher que ele amava e perdeu. Kate sente uma empatia por Ryan, uma que ela não pode explicar, mas é esse sentimento suficiente para convencê-la é onde ela deveria estar? Enquanto Ryan e Kate procuram por respostas, eles descobrem mentiras há muito tempo enterradas, uma paixão mais quente do que o esperado e um perigo que ameaça ... mesmo agora ... quando a segunda chance que ambos estão procurando finalmente está ao nosso alcance.

Não conhecia a autora, não sabia nada sobre ela, mas suspense romântico é minha predileção na hora da leitura e quando vi que era uma das finalistas do prêmio Goodreads me animei, e assumo que não me arrependi da escolha.

O livro começa com a história de Kate, uma mulher infeliz, que luta contra um sentimento de inadequação e contras as sequelas de um grave acidente automobilístico que provocou a perda de memória. Tudo ou quase tudo de antes do acidente não é muito claro para ela. Todas as suas recordações são o que seu marido contou. Jake não é o marido perfeito, ficamos sabendo disso pelas palavras de Kate, que conta como é não ter amor, atenção e família.

Então o avião em que Jake estava cai e não há sobreviventes. Kate precisa organizar a vida, as contas, a casa, mas como se ela é uma incapaz que dependia de Jake até para escolher as roupas ou escolher o que comer?


Ou será que Kate não é Kate?

Ryan é um homem que perdeu a alegria, a razão, o norte. Tudo o que pensa e faz é cuidar da filhinha, tão desolada quanto ele, e trabalhar. Todo o sucesso, prestígio e dinheiro não são nada perto da dor de perder a única mulher que ele amou.

Se é que ele a perdeu mesmo.

O que liga Jake, Ryan e Kate?

Sem spoilers, mas Kate não é Kate, Jake não é Jake e Ryan é Ryan. As perdas têm motivos sérios, complexos e totalmente realísticos.

A trama da história não é tão irreal quanto pode parecer a princípio: dinheiro, poder, ganância. E a destruição de quem estiver no caminho para se conseguir isso.

Elizabeth Naughton criou uma trama instigante, mas passado o susto inicial ela se perdeu e trocou o suspense e mistério por um romance água com açúcar, mais próprio para romances de banca. Isso pode desagradar muitas pessoas, como o livro não tem uma tradução para o português e eu li a versão em inglês não deveria julgar gramática, mas a revisão e adequação à língua deixa um pouco a desejar.

Mesmo tendo gostado muito da leitura não recomendo, só porque o suspense acaba no meio do primeiro capítulo e depois são apenas cenas e mais cenas quentes, sem mistério ou suspense nenhum.



Avaliação: Três estrelas.

Nascida em 1972, em Volta Redonda - RJ, jornalista, escritora, curiosa, observadora e que ama conversar com as pessoas e ouvir suas histórias. Escrever é mais quem um hobby para ela, é um vício. Um bastante saudável até. E para mantê-lo é preciso ler, ler muito e depois ler mais um pouco. Além de assistir muitos filmes e de conversar com muitas pessoas - na fila do banco, do mercado, na pr

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