Devaneios da Bel: NÊMESIS — Onassis, Jackie O e o triângulo amoroso que derrubou os Kennedy – Peter Evans



Título: NÊMESIS — Onassis, Jackie O e o triângulo amoroso que derrubou os Kennedy
Título original: Nemesis: The True Story of Aristotle Onassis, Jackie O, and the Love Triangle That Brought Down the Kennedys
Páginas: 368
Autor(a): Peter Evans
Tradução: Bruno Casotti
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Gênero: Não Ficção

Sinopse Intrínseca: As décadas de 1950 e 1960 renderam ao mundo grandes divas, como Jacqueline Kennedy, Maria Callas, Marilyn Monroe e Grace Kelly. Também foram a época da ascensão de homens que dariam origem a uma verdadeira mitologia envolvendo suas famílias: John e Robert Kennedy e Aristóteles Onassis.O aclamado escritor e jornalista investigativo Peter Evans revela detalhes surpreendentes sobre um dos triângulos amorosos mais polêmicos da história: Jackie O, Aristóteles Onassis e Bobby Kennedy. Após vários anos de pesquisas e entrevistas com espiões e terroristas, parentes, amigos e amantes dos Kennedy e de Onassis (além de muitos encontros com o próprio Ari), Evans descortinou a rede de subornos, encontros sexuais, mentiras e traições que teriam culminado na morte de Robert Kennedy.


Norte-americanos gostam muito de teorias da conspiração e uma das mais exploradas dos últimos 100 anos é a morte do rei de Camelot, o príncipe herdeiro da galhardia: John Fitzgerald Kennedy. O livro de Evans, lançado no Brasil pela editora Intrínseca, mostra não o assassinato e suas tramas, acordos e controvérsias, mas mergulha mais fundo na “sujeira”. Através de entrevistas oficiais ou não, conversas de bastidores, informantes, documentos secretos, temos um painel da política interna e externa dos Estados Unidos nos anos 1950 e 1960. Avançando até mais ou menos a morte de Aristóteles Onassis, o homem considerado responsável, de acordo com Evans, pelo complô que culminou com o fim da era de ouro da política para os Kennedy.



As teorias levantadas – e quase sempre muito bem explicadas – por Evans, mostram que o rancor de Bobby Kennedy, irmão mais novo de John Kennedy para com Ari Onassis era muito bem fundamentadas: Bobby queria proteger o nome da família – seu pai Joe era “acusado” nos bastidores de gostar de meninas novas, e nem sempre ter o consentimento delas para ter sexo, além de ser um integrante da máfia (que o filho teoricamente combatia) – além de garantir as vantagens do aeroportuárias para os sindicatos, vantagens que eram constantemente burladas por empresários como Onassis, que comercializavam de maneira não muito transparente com rivais históricos dos norte-americanos.

O pacto para o casamento entre John Kennedy e Jaqueline Bouvier, o assassinato de JFK, o assassinato de Bobby, o casamento de Jackie com Onassis. Tudo é explicado mostrando o mais antigo dos pecados do homem: ganância.
Para muitas pessoas pode ser difícil entender a lógica perversa de tantas mortes, conspirações, desaparecimentos, mas dinheiro e poder são armas poderosas.

O perfil traçado por Evans para a família Kennedy não é muito lisonjeiro – ele abre o livro contando um dos mais famosos estupros cometidos pelo pai do futuro presidente dos EUA –, porém o maior estrago é na imagem de Jackie Kennedy. Que de esposa dedicada e sofredora – são vários os livros que pintam esse retrato da viúva de Kennedy – a uma mulher fria, vingativa, e muito interesseira.

Por incrível que pareça Onassis é o que menos tem lama jogada sobre o seu nome, mesmo sendo em alguns momentos considerado o responsável pelo complô que culmina com as mortes dos Kennedy, ele é retratado como um narcisista com baixa tolerância à frustração. Onassis sempre foi execrado, considerado por muitos um psicopata manipulador, por isso sua imagem não é assim tão destruída pelo livro.

O pior sobra para Bobby, visto e colocado pela mídia durante anos como o braço direito do irmão mais velho, o homem responsável por ajudá-lo a conquistar a Casa Branca, Bobby é apresentado como um fraco, ciumento, invejoso, chorão, castrador, maníaco e completamente hipócrita. Descontando o fato de Evans ter sido o último biógrafo oficial de Onassis, o retrato pintado por ele para Robert precisa ser analisado com calma e distanciamento. Evans era um tipo de amigo de Onassis, mas não tinha boas relações com os Kennedy.

O livro é bem escrito, as teorias apresentam mais fundamentos comprovando-as do que as realizadas nos últimos 30 anos. Pensando no livro como uma ficção é um excelente thriller, com romance, tensão, sexo, traições.

Para quem gosta de política é um prato cheio. Para quem ama uma boa fofoca é melhor do que Caras.

Lava-Jato é brincadeira de criança perto do que Onassis e os Kennedy aprontaram nos anos 1960 em todo o mundo.
Leitura mais do que recomendada!

Nota? 5 estrelas.

Ah! Se você acredita no amor fique longe desse livro.

Nascida em 1972, em Volta Redonda - RJ, jornalista, escritora, curiosa, observadora e que ama conversar com as pessoas e ouvir suas histórias. Escrever é mais quem um hobby para ela, é um vício. Um bastante saudável até. E para mantê-lo é preciso ler, ler muito e depois ler mais um pouco. Além de assistir muitos filmes e de conversar com muitas pessoas - na fila do banco, do mercado, na pr

Um comentário

  1. Oi Bel,
    Não conhecia o livro, e confesso que não seria o tipo de livro que eu leria sem indicação, mas gostei da sua resenha e fiquei curiosa. No final parece que muito do que acontece ao nosso redor é uma conspiração hahahahaha

    Bjs

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