Devaneios da Bel: Dália Negra



Título: Dália Negra
Título original: The Black Dahlia (L.A. Quartet #1)
Páginas: 448
Autor(a): James Ellroy
Tradução: Cláudia Sant'ana Martins
Editora: Grupo Editorial Record
Ano:
Gênero: Suspense, Mistério, Drama, Literatura Estrangeira

Sinopse: James Ellroy, o maior escritor policial da atualidade, tem um passado tão barra pesada quanto o dos personagens de seus romances. O autor de Los Angeles — Cidade Proibida, Tabloide Americano, Noturnos de Hollywood e Meus lugares escuros foi um garoto sofrido nas ruas de Los Angeles. Sofria com o fracasso do pai e a devassidão da mãe. Mas tudo piorou muito quando ela foi encontrada morta, em um terreno baldio, com marcas violência sexual. James não escapou de um destino triste. Virou delinquente e viciado, vivendo como mendigo pelas ruas da Califórnia até descobrir a literatura. Impressionado pela morte da mãe, James transferiu traumas, preocupações e curiosidade para um assassinato muito parecido. Uma jovem encontrada em circunstâncias semelhantes com a de sua mãe, que ganhou manchetes de jornais como a Dália Negra. Obcecado, Ellroy pesquisou o caso a fundo. E, quando percebeu, estava com um romance prontinho em sua cabeça. Botou tudo no papel e o resultado foi Dália Negra, que agora chega às telas de cinema com direção de Brian de Palma e Josh Hartnett, Aaron Eckhart, Scarlett Johansson e Hilary Swank nos papéis principais. O romance é muito mais do que uma mera colagem criativa de fatos retirados dos jornais. Ellroy cria em torno do crime uma galeria de grandes personagens, a começar pelos dois detetives que investigam o caso, dois ex-pugilistas com problemas sexuais que lutam contra o próprio passado para solucionar os crimes. Mais ou menos como o próprio Ellroy. Tudo se passa em Los Angeles, logo depois da Guerra, um cenário sórdido e sem esperança que Ellroy recria muito bem. Juntando a isso jogos de política, perversões sexuais, drogas, violência e muita corrupção, Ellroy criou um policial antológico, que nem parece ser livro de autor estreante.

Primeiro: Dália Negra, Elizabeth “Betty” Short, realmente existiu. Foi uma mulher bonita, aspirante a atriz, que tinha 23 anos na época do assassinato e com um comportamento extremamente julgado em sua curta vida. Isso posto vamos ao livro.

James Ellroy construiu uma história pesada, suja, que revela para o leitor o pior do ser humano. Desde o julgamento sobre o comportamento e a vida de outras pessoas, até a crueldade de assassinos e criminosos comuns. A história em questão é centrada em dois policiais, homens parecidos, com motivos diferentes para desvendar o “crime do século” do qual são os investigadores principais: uma bela mulher, de moral duvidosa, encontrada morta, dividida ao meio, em uma calçada.

O crime real permanece em aberto até hoje, mais de 70 anos após acontecer. Das 60 pessoas que se apresentaram à polícia, confessando o assassinato apenas 25 pessoas realmente eram suspeitas e dentre essas apenas uma pessoa foi investigada, mas nada pode ser provado contra ele.

O livro é centrado em Dwight Bleichert e Lee Blanchard os responsáveis pela investigação, dois policiais honestos dentro do limite da polícia em finais da década de 1940.

Os homens, que a princípio parecem antagonistas, são amigos e convivem de forma harmoniosa, trabalhando em conjunto para desvendar o horrendo crime, até que Lee torna-se mais do que obcecado com o assunto, afinal ele teve uma irmã sequestrada e desaparecida.

Graças a pesquisa exaustiva realizada por Ellroy ao longo de vários e vários anos, temos um livro com uma dose de realidade assustadora, um recorte da sociedade norte-americana.

Escrito em primeira pessoa, com foco no ponto de vista de um dos detetives, o livro é empolgante para quem gosta de acompanhar investigações criminais e interrogatórios de suspeitos e a narrativa é bem estruturada, mesmo que lá pela página 200 e pouco ela dê uma caída. Depois o autor se encontra novamente o livro volta a empolgar.

Leitura mais do que recomendada.

Nascida em 1972, em Volta Redonda - RJ, jornalista, escritora, curiosa, observadora e que ama conversar com as pessoas e ouvir suas histórias. Escrever é mais quem um hobby para ela, é um vício. Um bastante saudável até. E para mantê-lo é preciso ler, ler muito e depois ler mais um pouco. Além de assistir muitos filmes e de conversar com muitas pessoas - na fila do banco, do mercado, na pr

4 comentários

  1. Oi Bel
    Não conhecia Dália Negra, nem a escrita de James Ellroy, mas fiquei muito curiosa para ler este livro.
    A sinopse é além de interessante, bem intensa. Imagino que o ritmo forte deu um bom fôlego à leitura.
    Gosto muito de livros narrados em primeira pessoa, acho que a história fica mais envolvente e interessante
    Dica anotada
    Muito boa sua resenha
    Bjs

    ResponderExcluir
  2. Olá! Que livro intenso e ao mesmo tempo envolvente, gostei muito da premissa e fiquei curioso para conhecer um pouco mais de toda essa trama. Você mandou super bem na resenha, mostrou todos os pontos do livro. Já vou marcar na minha lista de desejados.

    ResponderExcluir
  3. Parece ser realmente um livro pra quem tem estômago forte (não é meu caso). Tentei dar uma chance aos romances policiais, mas foram realmente poucos que me interessaram :/ Vou deixar sua dica anotada, mas não é uma leitura que eu esteja muito ansiosa pra ter ^^

    ResponderExcluir
  4. Oie!
    Nossa, não sabia que se tratava de uma história real. Confesso que apenas imaginava que era uma história fictícia.
    Dica anotada, gostei muito do enredo e fiquei curiosa para conferir.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

    ResponderExcluir