O Marco Leu: Psicose - Robert Bloch


Título no Brasil: Psicose
Título Original: Psycho
Autor (a): Robert Bloch
Idioma: Português
Gênero: Ficção – Romance/Novela, Suspense
Editora: Darkside
Ano: 1959
Páginas: 260

A pergunta de hoje que vale um milhão é: Será possível gostar muito de um livro  cheio de surpresas, mas você já sabe antes, tudo que vai acontecer? Se estivermos falando de “Psicose” de Robert Bloch a resposta é “SIMMMMM!!!”. Sou fã de Hitchcock, o responsável por imortalizar esta trama com a antológica cena da mocinha que é esfaqueada durante o banho.Se você não viu o filme ainda assim deve saber do que estou falando. Mesmo conhecendo previamente todas as surpresas, a leitura foi tão deliciosa que me empolgou em registrar para vocês minhas impressões.

Bloch, se inspirou no caso real de Ed Gein, um psicopata que assombrou os Estados Unidos em 1957, dois anos depois ele lança o livro e malandramente cita o caso no meio da história. A mente doentia do protagonista Normam Bates, influenciada pela mãe autoritária, é maravilhosamente construída por Robert. Tornando esse complexo distúrbio da mente compreensível até para aqueles, que como eu, não entendem bulhufas de Psiquiatria.

“Nós não somos tão lúcidos quanto fingimos ser.”
Como toda boa trama do gênero, o suspense não está na violência ou no sangue jorrado (apesar de este aqui ter bastante), mas sim na espera de quando e como as coisas irão acontecer. Aqui não existe vampiro, fantasma, lobisomem, magia ou o capiroto. Apenas a loucura extrema de um reles ser humano. E nem por isso menos temível.

Não sou de comentar sobre a edição, mas é impossível deixar de falar dessa obra de arte assinada pela Darkside. Destaque para a figura que aparece logo após a famosa cena do box. Impossível não ficar de boca aberta e olhos arregalados.
"Mary começou a gritar. A cortina se abriu mais e uma mão apareceu, empunhando uma faca de açougueiro. E foi a faca que, no momento seguinte, cortou seu grito. E sua cabeça"
Se você já leu o livro veja o filme, se já viu o filme leia o livro, se não conhece nenhuma dessas maravilhas pare tudo e comece a repensar na sua vida! Nenhum leitor voraz ou cinéfilo de carteirinha pode viver tranquilamente sem vivenciar essa obra prima multimídia e atemporal.

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