Devaneios da Bel: Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? (Blade Runner)


Título: O Caçador de Androides
Título Original: Do Androids Dream of Electric Sheep?
Autor(a): Philip K. Dick
Tradutor: Ronaldo Bressane
Número de páginas: 272
Idioma: Português
Editora: Aleph
Ano: 2014
Gênero: Ficção Científica, Clássicos, Cinema, Distopia, New Wave


Aproveitando que outubro está chegando e com ele vem a continuação de Blade Runner nada mais justo do que dar uma olhada no livro de e1968 que deu origem ao filme.

Primeira coisa, o filme é apenas baseado no livro, não esperem que durante a leitura cenas inteiras que viram – ou verão – na tevê ou no cinema, estejam descritas ali. Inclusive a cena mais icônica do filme de 1982 estrelado por Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Darryl Hannah e Edward James Olmos, é bem diferente, ela foi uma improvisação de Hauer, mesmo que seja um dos textos mais lindos de todos os tempos.


Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.

No livro temos um homem que tem sonhos simples, expectativas de vida simples. Se não vivesse em um mundo em que o simples é o que tem de mais caro e complicado de se conseguir.
Se levarmos em conta que o livro é de 1968 podemos perdoar a visão um tanto equivocada do autor sobre como seria o futuro. Ainda não tem carro voadores, apenas alguns protótipos que não tem utilização prática.

Boa parte dos livros que preveem o futuro, em Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? temos uma religião messiânica que domina os habitantes da Terra.

Aqui o condutor da história é Rick Deckard, ex-policial experiente que se tornou um caçador de androides. Sua relação com a mulher depressiva e com os vizinhos é opressora. Então quando ele recebe a missão de encontrar e desativar – aposentar é o termo apresentado – seis androides rebeldes vê a oportunidade de finalmente conseguir ter uma ovelha de verdade – e não a vergonhosa e infeliz ovelha elétrica que possui.

A narrativa passa a acompanhar o agente durante um dia, enquanto ele caça seus alvos para eliminação.

Sendo um livro de ficção e distopia fantástica muito de suas narrativas são mera alegorias – que podem ser aplicadas até os dias de hoje. Começando pelas decisões tomadas: era realmente um ataque nuclear para colocar fim a uma guerra?

O que mais chama atenção no livro é a questão de pensarmos em nossa humanidade: o que nos torna humanos? O que fazemos com essa humanidade?
É assustador pensar que um livro escrito nos anos 1960 seja tão atual e traga presságios tão sombrios para os próximos anos.

Não é uma leitura fácil e extremamente agradável, ela desconforta, ela levanta questões que podem incomodar. Enfim, é um livro que faz pensar, então por isso, leitura mais do que recomendada.


Sinopse: Rick Deckard é um caçador de recompensas. Ao contrário da maioria da população que sobreviveu à guerra atômica, não emigrou para as colônias interplanetárias após a devastação da Terra, permanecendo numa San Francisco decadente e coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas.Na tentativa de trazer algum alento e sentido à sua existência, Deckard busca melhorar seu padrão de vida até que finalmente consiga substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal verdadeiro - um sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Um novo trabalho parece ser o ponto de virada para Rick: perseguir seis androides fugitivos e aposentá-los.Mas suas convicções podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida como ele acreditava. Em 'Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?' Philip K. Dick cria uma atmosfera sombria e perturbadora para contar uma história impressionante, e, claro, abordar questões filosóficas profundas sobre a natureza da vida, da religião, da tecnologia e da própria condição humana.


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7 comentários:

  1. Meu Deus do céu, que título é esse? Tá, eu entendi lendo a sua resenha, mas é estranho mesmo assim... Até já tinha visto falar desse livro mas jamais imaginei que tivesse alguma relação com o filme. Juro, nunca pensei isso....
    Mesmo não sendo uma leitura fácil, pretendo ler, pois tua resenha me deixou muito curiosa!

    Bjsssssssssssssssss

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  2. Oi
    Não conhecia esse livro, mas confesso que não me empolguei muito.
    Estou numa fase mais tranquila e fugindo de livros mais questionadores e filosóficos.
    Mas é inegável que é uma leitura interessante e por isso anotei a dica para outra oportunidade.
    Adorei a resenha.
    Beijinhos
    Rizia Castro - Livroterapias

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  3. Oiii tudo bem???

    Sou louca para ler esse livro, mas não tenho tanta vontade de ver o filme.
    O titulo me chama atenção desde sempre, e ainda pretendo adquirir o livro.
    A questão do livro ser desconfortável, acaba me atraindo ainda mais, gosto de livro que mexem com a gente.
    Adorei a resenha.
    Bjus Rafa

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  4. Oi!
    Eu ainda não conhecia o livro e por mais que a obra pareça ser super interessante eu não leria, pois não sou adepta do gênero e ainda não me sinto preparada para sair da minha zona de conforto. Mas fico feliz em saber que você gostou da obra!

    beijinhos!

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  5. Heiii, tudo bem?
    Que livro incrivel, confesso que nem sabia do que se tratava ate ler a resenha.
    Aleph arrasa mto nas edições e essa capa toda diferentona ja me conquistou.
    Vou tentar ler depois, mesmo sendo mais dificil.
    Beijos.

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  6. Eu tenho uma vontade de louca de ler esse livro, nunca li nada sobre ele e ver sua resenha foi como um bálsamo... rs ... Adoro qnd livros são incomodos e nos levam a refletir sobre as coisas dentro e fora das páginas. Se antes já estava doida para ler, agora mais do que nunca preciso adquirir meu exemplar.

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  7. Oi!
    Não conhecia esse livro ainda e confesso que também pouco conheço a adaptação mas fiquei admirada com o conteúdo, principalmente por ser um desses livros que nos tiram de nossa zona de conforto ao levantar questões normalmente incomodas. Não me parece ser uma leitura divertida mas sim necessária e já quero muito o ler.
    Beijos!

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