Resenha: “Mister, you Bagdad”: Dois Repórteres na Guerra do Golfo



Título: “Mister, you Bagdad”: Dois Repórteres na Guerra do Golfo
Autor(es): William Waak e Hélio Campos Mello
Editora: São Paulo: O Estado de S. Paulo
Número de páginas: 225

Essa resenha vai ser diferente. Ela é mais emocional do que técnica ou crítica, sobre um livro que é tão difícil de encontrar que virou item de colecionador. Mesmo sendo uma resenha emocional, vou deixar as paixões de lado, porque aqui vale o relato, não a opinião sobre um dos autores.

“Mister, you Bagdad” é a história de dois jornalistas brasileiros na Guerra do Golfo, que aconteceu entre 1990 e 1991, entre o Iraque e forças da Coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos e patrocinada pela Organização das Nações Unidas, com a aprovação de seu Conselho de Segurança. Milhares de jornalistas correram para o “berço do mundo” para cobrir uma das primeiras guerras modernas. Era louco assistir o jornal e ver os conflitos em tempo real. Foi um pouco antes do boom da internet, mas o “ao vivo” era assustador.

Havia repórteres que entravam no jornal da noite, com bombas caindo ao lado do hotel em que estavam. Para quem gosta de jornalismo, foi a guerra da CNN.


William Waak trabalhava para o jornal impresso O Estado de S. Paulo, tanto ele quanto o Hélio Campos Mello faziam parte de uma “tribo” de jornalistas especiais: os correspondentes de guerra. Homens e mulheres abnegados que entram em zonas de guerra, arriscando a própria vida para nos mostrar o dia a dia da barbárie.

O livro é um relato – textual e visual – em primeira pessoa do drama vivido por dois brasileiros capturados pela polícia secreta de Saddan Hussein, junto com mais cinco ou seis jornalistas, também prisioneiros.


Hélio Campos Mello e William Waak, foto do livro
Os textos de Waak colocam o leitor ao lado dos prisioneiros, dormindo em trapos fétidos, comendo coisas estranhas, com medo da morte, não entendendo nada do que se passa ou é dito. Podemos ver a morte nos textos quase tão bem quanto nas fotos de Campos Mello.

São “apenas” sete dias de sequestro, mas lendo parece que passaram anos nas mãos “de um bando interessado apenas na própria sobrevivência”.

A narrativa começa em um sábado, com a captura, e termina na sexta-feira seguinte, com a libertação. Passa por todos os cativeiros em que estiveram e conta – sem grandes detalhes – o que precisaram fazer para sobreviver e guardar os filmes – não existiam câmeras digitais – e textos de todo o tormento.


Sinopse Skoob: 2 REPÓRTERES MOSTRAM, NUM TEXTO CLARO E ACESSÍVEL, REPLETO DE FOTOS, SUAS IMPRESSÕES, SENSAÇÕES E EXPERIÊNCIAS AO COBRIR - E PARTICIPAR - DA GUERRA DO GOLFO (1990)
VIGIADOS INICIALMENTE PELA FAMOSA GUARDA REPUBLICANA, CAÍRAM NO CENTRO DE UMA REBELIÃO XIITA CONTRA O GOVERNO DE BAGDÁ, FORAM EMBOSCADOS E TERMINARAM SEU LONGO GIRO PELO ORIENTE MÉDIO NAS MÃOS DA TEMIDA POLÍCIA SECRETA DE SADDAM HUSSEIN!

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6 comentários:

  1. Oi Bel, nossa deve ser uma leitura forte. Mesmo sabendo que vai até a libertação deles, não sei se conseguiria ler e acompanhar essa semana deles presos, com certeza nasceram de novo. Bjs

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  2. Oi, Bel! Parece ser um livro muito interessante, envolvente e emocionante. Não conhecia esse livro, mas fiquei bastante curiosa em ler, ainda mais por conter fortes relatos dos dias de sequestro. Ótima resenha e obrigada pela dica. Bjss!

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  3. OIIII!

    Eu não conhecia esse livro mas fiquei muito animada para conhecer a obra. Mesmo não sendo meu estilo favorito, fiquei feliz em ler sua resenha e curiosa para ler

    Beijinhos

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  4. Nossa, deve ser uma leitura que chega a doer, acho que não dou conta do livro não. Nessa época eu era bem novinha mas mesmo assim me lembro das transmissões na TV, não dá pra tirar esse tipo de imagem da cabeça.

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  5. Nossa, que livro interessante!!
    Gostei mto da resenha e eu sempre gosto de leituras assim mais informativas.
    Adorei o que falou do livro e vou tentar ler.

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  6. Livros sobre guerra sempre afetam nosso imaginário de mundo feliz e justo para todos. Histórias reais sobre guerra causam incômodo porque a gente lamenta quanta maldade algumas pessoas são capazes de fazer aos mais fracos ou a quem tenta tornar isso público. Obrigada pela dica. Abraços!

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