Resenha: A Chave de Rebecca, Ken Follett


Título: A Chave de Rebecca
Título Original: The Key To Rebecca
Autor: Ken Follett
Tradução: Alves Calado
Editora: Editora Arqueiro
Número de páginas: 352


Para quem não sabe, A Chave de Rebecca já virou filme, foi lançado em 1985, com direção de David Hemmings. Queria ter tido mais tempo para poder assistir ao filme novamente e comparar essa nova edição do livro com a adaptação que assisti lá ano de 1987. Não deu.

Vamos ao livro apenas.

Apesar de ser um livro considerado de tamanho médio, mais de 350 páginas, a leitura flui de maneira rápida, caso tenha tempo, é o tipo de livro que pode ser devorado em apenas um final de semana. Friso, caso tenha tempo de apenas ler, sem ter que fazer outras coisas. Aconselho que dedique mais tempo à leitura, aprecie com prazer a trama intrincada criado por Follett.


Aliás, pequena ficha técnica: Kenneth Martin Follett nasceu no País de Gales, é autor de thrillers e romances históricos, como Os Pilares da Terra e Queda de Gigantes, além de O Buraco na Agulha – meu predileto dele. O autor já vendeu mais de 100 milhões de cópias de seus trabalhos e tem inúmeros prêmios como Prêmio Edgar de Melhor Romance, Prêmio Edgar: Grand Master, Goodreads Choice Awards Best Historical Fiction, entre outros.

Em A Chave de Rebecca somos levados até o Cairo, durante a II Guerra Mundial e envolvidos em uma profunda rede de espionagem onde os ocupantes do Exército Inglês tentam manter sua posição contra os invasores do Reich.

Os personagens principais, o alemão Alex Wolff, e o inglês William Vandam. Caça e caçador. Sem a separação entre “bom” e “mau”. Dois homens capazes de fazer o que for preciso para conseguir a vitória para seu país, por isso se perseguem em um intrincado jogo em que são ao mesmo tempo gato e rato.

O autor imprime, como sempre, um ritmo ágil e uma linguagem direta, em que o leitor quase não tem tempo de tomar fôlego ou escolher qual lado defender.
Feito com o objetivo principal de entreter, mais do que ser educativo, o livro cumpre sua função ao ser leve e cativante. A adaptação para o português, assim como a diagramação, são capítulos à parte e como sempre tratados com extremo cuidado pela editora.

Um pequeno spoiler. A história foi bem construída, os personagens são críveis, encantadores e charmosos, mas Follett, na minha opinião, estragou o final ao negar o jogo de caça e reforçar que sempre existe o BEM e o MAL. Tirando isso, que não estraga em nada o livro, é mais do que recomendado.


Sinopse Arqueiro: Norte da África, Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas na região estão sofrendo perdas significativas. Não há dúvidas de que alguém está informando o inimigo sobre os movimentos e planos estratégicos do exército britânico.
O espião é conhecido por seus compatriotas alemães como Esfinge, mas para todos os outros é o empresário europeu Alex Wolff. Após cruzar o deserto, ele chega ao Cairo, no Egito, munido de um rádio, uma lâmina letal e um exemplar do livro Rebecca, de Daphne du Maurier. Violento e implacável, ele está disposto a tudo para cumprir a missão que recebeu.
Para isso, conta com a ajuda de uma dançarina do ventre tão inescrupulosa quanto ele.
O único homem capaz de detê-lo é William Vandam, oficial da inteligência britânica que precisa desvendar o enigma do Esfinge para interromper o avanço dos nazistas.
Ao mesmo tempo que os alemães chegam cada vez mais perto da vitória final, Vandam também se aproxima de seu adversário, da chave que revela o código escondido no livro – e do combate mortal do qual apenas um deles sairá vencedor.

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