Resenha: Até que a Vida nos Separe

Formato: eBook Kindle
Autora: Nahra Mestre
Tamanho do arquivo: 2230 KB
Número de páginas: 450 páginas
Editora: Independente



Esta é a segunda resenha que faço de um livro da Nahra Mestre; o primeiro foi “Não Pare de Sonhar”. Dessa vez, conto com ajuda de outra resenhista do blog, a Deborah, que também já leu essa obra.

Começando pela parte técnica: “Até que a Vida nos Separe” é o terceiro livro da autora e foi escrito, assim como os anteriores, em um período surpreendentemente curto. A princípio ele foi publicado, capítulo a capítulo, na plataforma Wattpad, onde conquistou muitas leitoras entusiasmadas. Está na Amazon atualmente e já há previsão para publicação do livro físico.

Quem leu a primeira obra de Nahra Mestre percebe logo como a autora cresceu em relação à escrita, que, mesmo mantendo o estilo, a qualidade do texto evoluiu. Isso é natural, pois tudo o que fazemos com dedicação e empenho tende a melhorar. Assim como os atletas que treinam exaustivamente e otimizam seu desempenho, o escritor exercita, através da leitura, da escrita, da autoavaliação, das críticas, entre outros, aprimorando sua técnica e a desenvoltura ao colocá-la em prática.


Os livros da autora apresentam uma característica que me agrada, eles parecem que são histórias de conhecidos. Histórias que escutamos na fila do banco, na fila do supermercado. Ela usa a vida real em suas histórias, mal comparando, o estilo lembra as novelas do autor Manoel Carlos, nós somos os vilões e os mocinhos de nossas histórias.

Em “Até que a Vida nos Separe” somos apresentados a cinco amigas, cinco mulheres que se conhecem desde crianças e que cresceram juntas. A amizade parece indestrutível, mas, com o passar do tempo e com as atribulações da vida de cada uma, suas reuniões tornam-se cada vez mais difíceis, de maneira que os encontros precisam ser minuciosamente planejados.

Ana, Bella, Juliana, Laura e Luana em nada lembram as meninas que um dia prometeram ficar sempre unidas. Quando elas abrem um baú com recordações e desejos para o futuro – que já chegou – entendem que a vida é muito mais que simplesmente sobreviver.

É uma história bonita, de amor, carinho, união e superação  centrada em mulheres fortes, determinadas, humanas. Elas sofrem, erram, caem, mas, ajudando-se mutuamente, levantam-se e continuam a luta.

Senti falta de algumas explicações durante a leitura, algumas passagens ficaram um tanto superficiais e isso pode causar desconforto em alguns leitores. Outros conflitos são resolvidos de maneira muita rápida, mas aqui é uma crítica muito pessoal, já que eu mesma preciso de tempo para resolver meus conflitos. Preciso de conversa, discussão, algumas palavras ásperas. Comigo um “Me perdoa?” não tem efeito imediato. No entanto cada ser humano, com suas particularidades, provavelmente, enxergará de maneira distinta. Somos seres plurais, diferentes, e outro leitor poderá ver nessas passagens o espelho de sua própria conduta. Os personagens de “Até que a Vida nos Separe” não são diferentes e isso os torna reais, críveis.

Eu paro por aqui e deixo a Deborah terminar a resenha!

Como disse a Bel Góes, Nahra Mestre manteve seu estilo. Depois de ler três de suas obras e apesar de concordar que houve grande amadurecimento, já consigo identificar o ritmo de suas narrativas e também outras peculiaridades, nesse caso, um misto de elegância e simplicidade que, para mim, é a marca da autora e algo que sempre estará presente em seu trabalho.
O que mais me surpreendeu foi um salto para realidade que houve nessa obra. Os personagens pareceram-me muito mais reais e a maneira como lidaram com seus dilemas, conflitos, está permeada por essa humanidade de que Bel falou acima; a capacidade de errar, de escorregar, levantar, etc. Senti essa mudança como um verdadeiro choque. Nos dois primeiros livros da autora há um quê de sonho e de fantasia que não encontrei no terceiro. Uma série de sentimentos aflorou durante a leitura, todos muito intensos. Confesso que cheguei a ficar angustiada, em alguns momentos, e senti até certa melancolia naquelas linhas.
Eu, pessoalmente, não cheguei a me identificar com alguma das meninas, mas vi um pouco de alguém que conheço em cada uma delas. Acima de tudo, enxerguei algo que todo ou quase todo ser humano experimentou, a amizade. Não aquela amizade perfeita. O sonho juvenil é apenas isso, um sonho que fica no passado e dá lugar um relacionamento verídico. Como na realidade, há percalços, há “brincadeiras” do destino, há perdas e ganhos. Isso, por si só, basta para que nos projetemos na história e nos sintamos parte dela.

Sinopse Skoob: Cinco amigas. Cinco mulheres . Cinco destinos que convergem. Encontros e desencontros em vinte anos de amizade.Bella é uma prostituta de luxo bem sucedida.Laura é uma socialite que se casou com um homem rico.Luana é casada com Cristina e vive um casamento de sonhos.Ana Maria é solteira, ama crianças e sua vida está dentro de uma escola.Juliana é a esposa ideal, dona de casa exemplar e mãe de três filhos.A abertura de um baú, que enterraram há quinze anos, pode mudar seus destinos.



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