A Letícia leu: Tim - Colleen McCullough


Título Original: Tim
Autor(a): Colleen McCullough
Idioma: Português
Editora: Bertrand
Páginas: 336
Ano: 2011

Olá, meus caros leitores! Hoje venho lhes contar sobre a experiência que tive com este livro. Deparei-me com ele após assistir a uma peça de teatro na faculdade e, por não ter mais aula, fui visitar a nossa biblioteca que, apesar de bem antiga, é enorme e tem um acervo incrível, principalmente na parte de literatura. Passeando entre as colunas de livros, encontrei um que me chamou a atenção, não tinha nada escrito na capa. Nada mesmo, mas o peguei a fim de passar as horas. Meu Deus, que maravilha tê-lo pegado!

Posso afirmar que foi um dos melhores livros que eu já li, simples, cativante!

Por estar apaixonada, acabei adquirindo a nova edição feita pela Editora Bertrand. Curiosos? Vamos falar de Tim, livro emocionante da Collen Mccullough!



Collen Mccullough nasceu na cidade de Wellington, na Austrália, e foi uma médica brilhante. Durante seus expedientes escreveu seus melhores livros, como Pássaros feridos. Porém, Tim é seu primeiro romance e já chamou a atenção por conta de sua sensibilidade e tato com a escrita.

Tim trata-se da história de Tim Melville, um lindo rapaz, talvez o mais bonito de toda a Sydney, mas que possui um retardamento mental e QI de 75. Por este fato, Tim não consegue deixar de ser o alvo das atenções em muitos sentidos: é motivo de piada dos colegas de trabalho, das preocupações dos pais e de todas as atenções de Mary Horton.

Mary é uma solteirona de 45 anos que nunca pensou em amor e coisas do tipo, que sentia-se completamente feliz em sua casa luxuosa e bem planejada, a qual sofreu a vida toda para conquistar. Tim foi como uma miragem para ela, mexeu com a tranquilidade de sua rotina e em pouco tempo ela viu sua vida se modificando pela entrada daquele belo garoto.

Inicialmente, Mary sente-se tanto dependente quanto protetora dele, amigos que passavam fins de semanas juntos. A doçura de Tim a encantava cada vez mais, fazendo-a até mesmo a passar a gostar de nadar, de sentir o sol em sua pele e a observar os pequenos detalhes da vida, coisa que ela já não dava importância. Assim, seu humor começou a se modificar e todas as pessoas em seu trabalho, inclusive seu chefe, começaram a perceber a diferença, apreciando muito mais a nova Mary Horton.

A irmã de Tim, Dawnie, começa a ficar com raiva da amizade entre o irmão e miss Horton, principalmente quando um dia volta para casa alegre e saltitante e perde toda a atenção que sempre lhe era dada por conta de Tim estar lendo para os pais um pequeno livro infantil. Mary o estava ensinando a ler, e isto deixa os pais do rapaz encantados com a bondade daquela senhora. Dawn anuncia que iria se casar, e apesar de estarem felizes, os pais sentem-se tristes também, pois Dawn iria parar em uma classe social mais alta e isso poderia afastá-la deles.

No dia do casamento, os pais não estando nem um pouco contentes, a conselho de Mary, levam Tim para a cerimônia, pois Mary já o havia instruído muito bem. Tim torna-se o centro das atenções e nenhuma mulher na igreja com menos de 90 anos sente-se imune a se apaixonar por ele.

Não muito tempo depois a mãe de Tim, Esme, falece e  em meio a tanta dor, o pai de Tim, Dawnie e o marido Mick, conhecem a misteriosa miss Horton oficialmente por meio de uma visita que ela promete lhes fazer. A princípio, ficam extremamente assustados, pois achavam que a mulher era bem mais velha... Ao notar que não passava dos 45 anos, Dawn começa a insinuar que a mulher deitava-se com o irmão e era por isso que o tratava tão bem, e que o pai o vendera a ela.

A família Melville, após este dia, nunca mais foi a mesma, e o pai e Tim cortam todas as ligações com Dawnie. Após a morte de Esme, Mary sente-se mal em deixar o pobre pai de Tim sozinho em casa e assim começa a convidá-lo para os passeios que fazia sozinha com o filho, até que certo dia nota que Tim tem uma crise de ciúmes excessivo por ela ter dado um abraço no pai.

Preocupada, Mary Horton segue o seu adorável Tim pelo bosque de seu chalé para perguntar-lhe o que acontecia, ele em toda a sua inocência e sem compreender direito as coisas, diz que gosta muito dela, mas que ela já não gosta mais dele. Aflita, Mary explica a Tim que o pai está morrendo, pois não aguenta mais de saudades de sua mãe, e assim Tim diz-lhe que sente-se como o pai, pertencente a ela, que se ela também morresse, ele também desejaria morrer. Ele, inocente, diz que quando duas pessoas se gostam, viu na televisão que se beijavam, e em um impulso, pega Mary em seus braços fortes e a toma em um beijo envolvente. Começava ali uma paixão ardente que nenhum dos dois imaginaria sentir, e mesmo Mary relutando até o último momento, não consegue mais resistir...

Tim tem a capacidade de emocionar até mesmo os que já não sentem mais nada em relação a leitura, e é tão  simples que não dá vontade de parar de ler! Se você quer saber o que aconteceu com Tim, com Mary Horton, Dawnie e o seu pai... Corra na biblioteca mais próxima e agarre este livro!

Eu espero poder relê-lo em breve, pois sou apaixonada pela história.

Permita-se você também se apaixonar e até a próxima!


Sinopse: Artamon, bairro de classe média em Sidnei, Austrália.Mary Horton, solteirona, na casa dos quarenta. Rica, porém simples e solitária, acredita não necessitar de amigos, tampouco de um amor. Vive bastante satisfeita em seu confortável lar com um amplo jardim e um imponente Bentley estacionado na garagem. Sem contar a casa de praia, que adquiriu com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados. A literatura e a música ajudam-na a preencher a solidão. Mary não aspira a coisas que não conheceu.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário inexperiente, filho de Ron e Esme Melville, que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tem o rosto, o corpo e a graça de um deus grego. Embora belíssimo, está longe de possuir um intelecto em harmonia com o físico deslumbrante.
Todavia, Ron e Esme, operários simplórios, pessoas sensatas e sem ambição, o amam pelo que ele é. O casal o preparou para viver segundo as suas possibilidades. Tim é um sujeito insignificante que trabalha na construção, infatigável e bem mais esforçado do que os companheiros. Os dias de trabalho pesado e os fins de semana são passados com o pai num bar; as noites em casa, ao lado da família assistindo à televisão. Para ele, uma vida segura e tranquila.
Tim é tão maravilhoso de se admirar que Mary Horton não consegue acreditar nos próprios olhos ao vê-lo, pela primeira vez, trabalhando na reforma da casa ao lado. A vizinha, pessoa franca e de bom coração, foi quem a alertou tanto para a doçura quanto para as graves limitações do rapaz. Mesmo assim, Mary o contrata para trabalhar como seu jardineiro nos fins de semana e descobre que, usando apenas um pouco de delicadeza, é possível extrair tudo do rapaz. Isso é novo para ela, como também o é a afeição que sente, um tipo de sentimento maternal que destinaria ao filho que nunca teve. Tim também lhe ensina muitas coisas, entre outras a ver o verdadeiro mundo com olhos novos e otimistas.
Um idílio em que ambos dão e recebem muito, mas que infelizmente se modifica, como acontece com todos os idílios...Uma história de singela e suave beleza, de inesperados acontecimentos que tanto tocarão os leitores como os surpreenderão.

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9 comentários:

  1. OLá, tudo bem?
    Sua resenha é bastante instigadora, nota-se perfeitamente o quanto gostou do livro. Não nego ao dizer que você me deixou curiosa, mas não sei se leria este no momento. Mas, já deixei a dica anotada!

    Beijos!

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    1. Em algum momento da sua vida, leia sim!!! é um livro lindo com o qual eu me deparei sem saber que ia ser tão perfeito!

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  2. Oi, sua resenha instigou a minha curiosidade e ela foi muito bem construída e estruturada, só instigando a minha vontade de conhecer essa obra, que confesso, nunca tinha ouvido falar, mas já me encantei pelos personagens e já quero ler. Vou procurar na biblioteca aqui se tem esse livro e lê-lo logo, para entender todo esse seu encantamento.
    bjus

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    1. Procure sim! Tenho certeza de que vai gostar, principalmente porque esse livro não é nada convencional!

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  3. Oi Leticia, não conhecia nem o livro e nem o filme, agora fiquei muito curioso, espero ter a chance de ler esse livro. Ainda não entendi se a beleza de Tim é um fardo ou uma benção, vou saber durante a leitura.
    Abç,
    Alessandro

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    1. Exatamente, eu ficava me perguntando isso o tempo todo: um fardo ou uma benção? Porque era realmente penoso ver o quanto as pessoas o admiravam, mas sentiam pena!

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  4. Oi, Le, sua linda!!
    Que romance divino! Tem toda uma história de caráter envolvida. Achei super interessante o jeito como ela se envolveu com o rapaz, ensinando,cuidando, tornando-se amiga, sem, no entanto, invadir ou abusar de forma alguma. Parece ser uma leitura bem delicada, gostaria de saber o final.... ;) beijo!

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    1. Sim, Nu! Eu não estava esperando isso! É lindo o quanto ela se importa com ele e vai fazendo com que o garoto se sinta especial e ao mesmo tempo conhecendo um lado da vida que jamais imaginou que existia! LINDO, LINDO E LINDO!

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  5. Olá, não conhecia essa obra e pela resenha pude perceber o quão emocionante é essa leitura. Achei muito fofa a forma em que a mulher tratava o jovem, fazendo com que o mesmo se sentisse especial ao seu modo. Só que convive com pessoas assim sabe o quanto é importante incentiva-las e fortalecer sua alto estima.

    Abraços

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