Resenha: Germinal - Émile Zola



Título No brasil: Germinal
Autor: Émile Zola
Idioma: Português
Editora: Martin Claret
Ano: 2006
Páginas: 456

Olá pessoal!

Hoje vou trazer mais um clássico a vocês, mas desta vez já alerto: ele é forte.
Germinal, do autor Émile Zola, não é um daqueles livros que você vai ler com um sorriso no rosto. Não. Ele é um livro angustiante, que te faz pensar, refletir e ver o quanto a injustiça social, ainda nos dias atuais, está presente em nossas vidas.
Entrei em contato com este livro através das aulas de Literatura Brasileira, apesar de ele ser um clássico francês. O livro é naturalista e foi considerado um dos primeiros livros do Naturalismo a ser publicado. Assim, para termos uma ideia de como era o naturalismo estrangeiro, ele entrou como leitura obrigatória e eu fui a premiada.
Posso, sim, afirmar que fui premiada, pois fui surpreendida por este livro de forma inexplicável.
No começo, quando comecei a lê-lo, acho que estava de má vontade. O livro era grosso, o tema era forte e eu não tinha muito tempo. O negócio foi meio assim: leia ou leia.
Minha professora me emprestou uma versão em português de Portugal, o que dificultou muito a minha leitura e me fez optar em ler em pdf a versão da Martin Claret. Mas, quando a leitura de fato começou, fui fisgada pelos personagens e não consegui desgrudar os olhos ou o pensamento do livro até concluí-lo.


O livro

Germinal conta a história dos mineiros que lutavam por uma vida mais digna e é de forma tão cruel que sentimos na pele o quanto a fome, o frio e a miséria humana podem desvirtuar até o mais correto dos homens.

"Em breve, só um ficou, torturante, fatigando-o com uma interrogação a que não podia responder: por que não tinha acabado com Chaval quando o subjugara com a faca? E por que aquela criança terminava de esfaquear um soldado de quem nem sequer o nome sabia? Essa coragem para matar, o direito de matar, transtornava todas as suas crenças revolucionárias. Seria um covarde?" 

Acompanhamos a trajetória de Etienne Lanthier, um rapaz que, desempregado, põem-se na estrada a peregrinar, até chegar a Montsou, lugar onde a imponente mina de carvão Voreux domina a paisagem. Com fome e frio, o rapaz aborda um velho que se apresenta como Boa Morte e pergunta a ele se há emprego naquele lugar. O velho não mente, diz que a crise chegou ao local e fechou todas as indústrias. O que resta é a Voreux, mas que não sabe se ele conseguiria algo lá.

Esperançoso, Etienne segue até a mina e então temos o encontro dele com a família Maheu. Maheu é um homem robusto e pai de sete filhos, que precisa sustentar a casa e por isso coloca todos os filhos para trabalharem no veio, sob os perigos iminentes dos gases explosivos e a água que, às vezes, bate na cintura.

Por saber como é sentir fome e não ter o que comer, o homem se apieda de Etienne e coloca-o para trabalhar de operador de vagonete, no lugar de uma moça que morrera no dia anterior. Maheu tem uma filha moça, a encantadora Katherine, que a princípio Etienne pensa ser um menino por conta de seu corpo miúdo e a coiva a tampar-lhe os cabelos ruivos. Porém, quando Etienne descobre que ela é uma menina, passa a observá-la com mais atenção e desejo e mesmo que inconscientemente, passa a trabalhar com mais afinco, dia após dia, apenas para estar junto dela. Porém, Katherine é cobiçada pelo traiçoeiro Chaval, um mineiro bruto e que não aceita não como resposta.
Em meio a miséria, Etienne sente-se divido entre ir embora a procura de uma vida melhor, ou ficar e ajudar aquelas pessoas tão miseráveis. Passa a morar na pensão de um ex-mineiro, o senhor Resseneur, onde faz amizade com um russo, Souvarine, mecânico que tem ideias muito inovadoras e apresenta a ele as teorias do novo mundo. Com o incentivo de Pluchart, um velho amigo, Etienne passa a estudar sobre direitos e deveres e até mesmo as teorias de Darwin, pois ele quer se tornar um líder.


“Etienne, agora, estava entusiasmado por Darwin. Lera fragmentos seus, resumidos e vulgarizados num volume de cinco soldos, e dessa leitura mal compreendida, fazia uma idéia revolucionária da luta pela existência, os magros comendo os gordos, o povo forte devorando a fanada burguesia.” (p.351)


Quando a situação beira o insuportável, Etienne instiga o povo a se rebelar contra a companhia e a reivindicar os seus direitos, gerando caos e devastação. Será que eles, pobres mineiros, serão ouvidos?
Então, de forma brilhante, Zola nos trás o ponto de vista dos burgueses, representados pelo diretor da companhia, o senhor Hennebeau e sua família, e os Grégoire, os proprietários da Piolaine. Temos a chance de ver como eles também não são perfeitos e as críticas sociais feita por Zola são brilhantes.
Enfim, não posso contar mais da trama, que é muito, muito rica. Mas gostaria de ressaltar que o personagem principal não é Etienne, muito menos Chaterine ou Chaval, a personagem principal é a própria mina e o que ela representa.

Minha opinião pessoal

É um livro intenso, onde os personagens são muito bem construídos e que aborda todas as características do Naturalismo: o detalhismo, o determinismo, o cientificismo, a crítica a burguesia e a Igreja e também o tratamento do ser humano como meros animais, entre outros aspectos que leva o leitor a sofrer junto com os personagens e a mergulhar no enredo de corpo e alma.
Quando cheguei ao fim da leitura, sentia a pele arrepiada e tive que voltar algumas vezes no final que explica exatamente o nome do livro. Sim, há uma explicação brilhante para este nome: Germinal e vocês vão se surpreender com ela.


“Num ímpeto, pendurou-se ao rapaz, procurando sua boca, onde colou apaixonadamente a sua. As trevas desapareceram, voltou a ver o sol, readquiriu um riso calmo de enamorada. Ele, trêmulo de a sentir assim contra a sua carne, seminua sob a jaqueta e as calças, cingiu-a, num despertar de virilidade. Realizou-se enfim sua noite de núpcias no fundo daquele túmulo, sobre um leito de lama, na ânsia de não morrerem sem antes serem felizes, no obstinado desejo de viver, de gerar vida pela última vez. Amaram-se desesperados de tudo, afundando na morte." (p. 442)

Não é uma leitura fácil. Na verdade, recomendo-a para aqueles que querem algo mais denso e que te faça refletir, pois se você não gosta desta profundidade, dificilmente vai conseguir chegar até o final. Enfim, já falei demais a respeito do livro, só posso dizer que amei, amei e amei!
Quando tiver um tempo, gostaria de lê-lo novamente, com mais tempo e apreciando cada página a fim de compreender melhor estes personagens tão complexos e sofridos. Émile Zola, definitivamente, entrou para o hall dos meus queridinhos literários.
Bem, acho que é isso pessoal!
Até a próxima!

Curiosidades:

- Émile Zola (Paris, 2 de abril de 1840 — Paris, 29 de setembro de 1902) foi um consagrado escritor francês, considerado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima.

 - Há um filme de Germinal, de 1993 com atores como Gérard Depardieu e Anny Duperey. O filme ganhou os prêmios de melhor fotografia e melhor figurino no prêmio César do cinema francês. Também foi indicado as categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Miou-Miou), Melhor Ator (Gérard Depardieu), Melhor Ator Coadjuvante (Renaud), Melhor Atriz Coadjuvante (Judith Henry), Melhor Diretor (Claudie Berri), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Som, Melhor Edição e Melhor Produção de Design.


Sinopse: Um dos grandes romances do século XIX, expressão máxima do naturalismo literário, Germinal baseia-se em acontecimentos verídicos. Para escrevê-lo, Émile Zola trabalhou como mineiro numa mina de carvão, onde ocorreu uma greve sangrenta que durou dois meses. Atuando como repórter, adotando uma linguagem rápida e crua, Zola pintou a vida política e social da época como nenhum outro escritor. Mostrou, como jamais havia sido feito, que o ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados.
Germinal é o primeiro romance a enfocar a luta de classes no momento de sua eclosão. A história se passa na segunda metade do século XIX, mas os sofrimentos que Zola descreve continuam presentes em nosso tempo. É uma obra em tons escuros. Termina ensolarada, com a esperança de uma nova ordem social para o mundo.
Adaptada para leitores jovens, esta edição é complementada por textos de apoio sobre a vida de Zola e sobre o contexto histórico e literário de suas obras. As ilustrações são de Odilon Moraes
.

Leia outras resenhas de Clássicos da Literatura clicando na imagem abaixo:



Comente com o Facebook:

37 comentários:

  1. Eu não conhecia o livro. Mas é sempre bom sair dos contos de fada, e ver uma realidade diferente. Fiquei curiosa para saber se os mineiros vão ser ouvidos. E se Etienne fica com Katherine. Como minha lista está enorme, quero assistir ao filme.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O filme é um pouquinho diferente, mas você vai adorar!

      Excluir
  2. eu sou apaixonada por esse livro, li duas vezes, tem uns anos isso... que bela surpresa encontrar um blog falando nele nesses tempos... :D
    Vi o filme tbm, e realmente, é forte... até hoje a cena do 'estandarte' que as mulheres fizeram com 'aquilo' não me saiu da cabeça, e quando vi o filme, é como se a imagem da minha mente tivesse se materializado, de quando fiz a leitura pela primeira vez dessa passagem... a história é densa, traz reflexões profundas e a linguagem é maravilhosa. Certamente um dos meus queridinhos...
    parabéns pela resenha...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente, essa parte é CHOCANTE HAHAHA eu fiquei... SOCORRO!

      Excluir
  3. Oi, tudo bem?
    Eu ainda não conhecia o livro, e confesso que se tivesse o visto antes não iria dar muita bola, mas eu adorei a sua resenha e acredito que iria gostar do livro, pois gosto de leituras densas e que me levam a refletir.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. EEspero que tenha a oportunidade de lê-lo, é realmente incrível!

      Excluir
  4. Amiga eu acho que não é muito pra mim não viu?
    Eu nem conhecia, mas mesmo assim depois que tu disse que é forte e lendo o texto eu já fiquei meia receosa. Eu estou numa fase de coisas mais leves, por isso acho que por agora não funcionaria para mim, mas a trama me parece ser bem desenvolvida e muito tenso também. Mas não sei. Gostei da sua resenha, mas pra mim eu acho que dessa vez eu vou passar. hehehehe

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2016/01/resenha-flor-da-pele.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gosto de variar, as leituras densas nos fazem refletir muito e eu consigo ficar mais presa a história!

      Excluir
  5. Não sei se gostaria de ler o livro ao saber de início sua temática, mas se alguma coisa nesse mundo me faria lê-lo, seria sua resenha. Você escreve muito bem.
    Particularmente, o assunto não me interessa muito, mas é extremamente importante saber dessa parte da história para entender melhor o momento em que vivemos.
    Amei sua resenha, com certeza procurarei um e-book dele para ler assim que possível.
    Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. NOSSA! Que Santo elogio, Gisele! Muito obrigada mesmo! E espero que tenha a oportunidade de ler o livro!

      Excluir
  6. Olá, eu não conhecia esse livro ainda mas pelo que você comentou acredito que não está na minha hora de lê-lo, sabe? quem sabe mais para frente quando eu estiver com outra cabeça e outro pensamento eu dou uma chance, parece ótimo!

    Beijos

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2016/01/resenha-sombras-do-medo.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Espero mesmo que possa dar uma chance Kétrin, vai amar!

      Excluir
  7. Oi!
    Eu adoro clássicos, apesar de ler pouco. Acho que são incompreendidos por nossa geração. Eu conheci o autor quando estudava literatura no cursinho, não tive a oportunidade de ler nada e adorei a resenha, pois acho que é uma leitura que quero fazer. Eu gosto de livros reais, que retratam a injustiça social, entre outras coias, porque eu sempre aprendo muito. Esse livro é bem interessante e eu espero ler esse ano. Parabéns pela excelente resenha. :)

    ResponderExcluir
  8. Ah! Adoro livros assim, que sorte ter sido agraciada com essa leitura ein? Nas minhas aulas de literatura, meu brinde naturalista foi O Cortiço... kkkkkk... não sei se foi um prêmio, mas também foi uma leitura densa, já que a obrigatoriedade do estilo é nos chocar com a realidade humana por mais degradante que seja. Não sei se o leria, mas com certeza procurarei o filme amor Gérard Depardieu <3

    Raíssa Nantes

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Raíssa! hahahaha pior é que eu gostei MUITO de O cortiço! hahaha é intenso e ao mesmo tempo super comédia hahahaha

      Excluir
  9. Poxa que livro intenso. Eu gostei bastante da resenha,me fez querer pegar o livro e devorar cada pagina. curiosa com quem fica Katherine? Gosto muito de livros que mostram a luta do dia a dia,me encanto com personagens que começam pequenos,mas com o tempo mostra a luta e a beleza da vida,e pelo que entendi Etienne veste bem essa camisa.quero ler o livro e assistir o filme. bjus <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. uhuuulll, quem será que vai ficar com Katherine? Parece até nome de livro, Fernanda! hahaha espero mesmo que leia!

      Excluir
  10. Hello :)

    Que bom que gostou da leitura. Esse é um livro que eu provavelmente passaria longe porque estou fugindo de leituras densas, preciso de algo que realmente me descontraia no momento. Mas vou anotar a dica para o futuro.

    Beijinhos e que a Força esteja com você!
    www.cantinhocult.com
    www.galerageek.com.br

    ResponderExcluir
  11. Olá!
    Tudo o que não preciso no momento é de um livro intenso e forte.
    Pelo que estou vivendo, preciso de algo mais leve e tranquilo.
    Apesar disso, Germinal não perdeu o brilho pra mim e me deixou MUITO curiosa em relação aos acontecimentos.
    Fico feliz que você tenha gostado, mesmo o livro te deixando arrepiada.
    Mesmo não querendo ler agora, sua resenha me convenceu de que preciso ler, um dia rs.
    Beijos
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  12. Oi!
    Ainda não conhecia Germinal e a historia pareceu interessante principalmente os temas que ela aborda que também parecem bem densos e mesmo sendo um livro bem interessante não sei se leria no momentos !!

    ResponderExcluir
  13. Adoro livros assim! Mas acho que a linguagem é um pouco mais pesada, né? Isso não é problema pra mim, mas como já to cheia de informação na cabeça, o cérebro acaba instantaneamente pedindo alguma história mais leve e fácil de ser levada. Mas vou colocar nos meus desejados pra quando eu tiver em uma fase mais tranquila e propícia a ler livros mais densos.

    Um Metro e Meio de Livros

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha, Babi, achei a linguagem bem de boa, exceto porque eu estava lendo a versão Português de Portugal hahaha ai dá um certo tchu tchu no cérebro!

      Excluir
  14. Oii!!

    É ótimo quando amamso um livro dessa forma ❤❤
    Eu não conhecia e confesso que não tenho taaaanta curiosidade. Mesmo você gostando muuuito assim, eu não funciono com esse estilo de livros e não gosto muito de histórias com leitura densa.
    Mas fiquei muito feliz por VC! Parabéns pela resenha querida!

    Beijinhos

    ResponderExcluir
  15. Eu conheço Zola por causa de Nana e concordo com você que a literatura dele é densa e vale muito à pena!

    Achei muito interessante a história do livro, confesso que fiquei morrendo de vontade, mas para iniciar um livro desses tem que ter tempo e paciência.

    Beijo,
    Mariana Baptista
    umavidaporlivro.wordpress.com/

    ResponderExcluir
  16. Oi!
    Meu preconceito começou quando você disse que ou lia, ou lia... rsrsrs
    Acho isso muito ruim, tenho vários livros que não passo perto mais por causa disso, na escola era obrigada a ler, não tinha tempo, tinha várias outras matérias pra estudar e fazer trabalho (pois fazia ensino técnico junto) então essa obrigação estragou várias experiencias minhas.
    Mas o livro realmente trata de um tema bem real, e fiquei bem curiosa para saber como a autora conduziu a história.
    Infelizmente não é algo que eu leria no momento, mas, quem sabe um dia minha birra por clássicos não passe....

    http://www.gordinhaassumida.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Sabrina, mas foi exatamente assim que eu conheci os melhores livros da minha vida hahahaha

      eu gosto de um bom desafio e espero que sua birra pelos clássicos passe, eles são demais!

      Excluir
  17. Não tenho problemas com leituras mais tensas e densas, e essa premissa me interessou imensamente! Sério, já quero ler pra ontem! Sua resenha ficou ótima, bem desenvolvida e foi me deixando mais e mais curiosa enquanto lia. Parabéns.
    Beijos!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Gabrielly, obrigada mesmo! E o livro vale muito a pena.

      Excluir
  18. Oi
    Adoro conhecer livros fortes, com temáticas que tiram a gente da zona de conforto. Não conhecia esse livro, mas gostei de saber que trata das injustiças e transformações sociais.
    Anotei a dica para ler em breve!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

    ResponderExcluir
  19. Ola Le não conhecia e livro, gosto de livros que abordam essas diferenças e injustiças sociais, mostrando esse tema forte e denso, no momento estou lendo romances e fantasias, mas já anotei a dica. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

    ResponderExcluir
  20. Oi.

    Esse livro ainda não conhecia, mas sei que seria uma ótima leitura, gosto de livros que tenham um tom mais sérios, mais forte, e esse com certeza já entrou pra minha lista de leituras (que está enorme), mas sempre cabe mais um.

    Beijos

    ResponderExcluir
  21. Gosto de vez em quando ler livros mais densos, como esse. Em janeiro li Melancolia, e apesar de não ser o mesmo tipo de história, acredito que o tipo de leitura é o mesmo, algo profundo e reflexivo. Gostei da trama, e se tiver oportunidade irei ler, é sempre bom sair da zona de conforto literária.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

    ResponderExcluir
  22. Não conhecia o livro - o que faz sentido porque não é uma história que estaria nas prateleiras que eu geralmente olho nas livrarias. Você colocou ali que o livro é de 2006, mas quando foi que ele foi lançado em francês?
    Super legal sua resenha! Adoro achar livros diferentes dos mais conhecidos nos blogs, mesmo que não sejam meus tipos de leitura.

    www.livroseoutrascoisas.com.br

    ResponderExcluir
  23. Olá!!

    Eu adoro quando sou obrigada a ler uma coisa que não quero, porque pegamos de mal gosto e sem vontade, e então, está lá, uma baita surpresa!
    Esse livro, com certeza, eu não leria. Ele é denso e o assunto tratado não me afeta diretamente, mas ao ler sua resenha, presumo que as entrelinhas fale sim um pouco sobre nós e a sociedade, né?
    Gostei de conhecer, irei procurar o filme para compreender melhor (se é que o filme foi fiel..)

    Bjus
    blog Fundo Falso

    ResponderExcluir