Entrevista: Denise Barbosa



Denise Barbosa nasceu em 1972, na cidade de Goiânia-GO. Concluiu a faculdade de Direito em 1996 pela PUC-GO, e atualmente mora em Brasília onde é Servidora Pública Federal. É leitora voraz de todos gêneros, porém se encontrou como escritora de livros infanto-juvenis. 

Vamos à entrevista!

Conchego: Quando você percebeu que os mundos criados por você não cabiam mais dentro da sua imaginação e precisavam ter “vida própria”?

R. Quando perdi meu único irmão em 2010. Tive uma urgência em me transportar para o lúdico através da escrita. E foi muito bom para aliviar a dor e a tristeza.


Conchego: Dentro da cultura, algumas manifestações são mais bem vistas que outras, assim como alguns gêneros. Você já sofreu algum tipo de preconceito por conta do gênero que escreve? 

R. Até agora não. Pelo contrário, pois mesmo escrevendo infantojuvenil, muitos adultos que leram meus dois livros gostaram muito. Agradam jovens e adultos, o que me deixa muito feliz.


Conchego: Quando nasce o título? E mais importante, como ele surge? Pesquisa, de dentro do livro, sugestão de alguém que está lendo? 

R. No meu caso, depois que monto uma ideia na minha cabeça, o título logo surge, antes mesmo de começar a escrever a primeira frase.


Conchego: De todas as personagens que já escreveu, qual seu favorito e qual gostaria de matar? 

R. Ah, o meu xodó é o cachorrinho Tobisco. Ele é praticamente o personagem principal do meu primeiro livro O Mistério da Cahoeira. Na verdade, é difícil dizer sobre favoritos, afinal de contas eu criei cada um com muito carinho, inclusive a Yula que é uma vilã do segundo livro Balada Oitenta. Mas confesso que tive uma raivinha dela (risos).


Conchego: Todo mundo tem uma rotina, mesmo que seja não ter uma, nos conte um pouco sobre a sua. Que horas é melhor para você escrever? Gosta de música ou prefere o silêncio? 

R. Sou Servidora Pública e trabalho seis horas por dia. Só que o deslocamento para o trabalho, na ida e na volta, demanda um bom tempo. Então, saio de casa no final da manhã e chego somente às 20 horas. O meu tempo para escrever é na parte da noite, durante a semana, e nos finais de semana, no tempo que tenho disponível, pois tenho a minha família para dar atenção (filhos e marido). Quanto ao barulho, pra mim tanto faz. Quando vem a inspiração eu me concentro de uma tal forma que nada me atrapalha. Esta questão da música, eu gosto de ouvir quando eu já a citei no livro, e a considero um tema da história. Para terminar Balada Oitenta eu ouvia algumas musicas que já faziam parte do livro, enquanto escrevia, para dar impulso à personagem.


Conchego: Na hora da criação é “papel e caneta”, software de criação ou que tiver mais acessível?

R. Até agora só consigo escrever pelo computador (Word). Mas nada impede que em algum lugar, onde só tenha papel e caneta, eu comece (ou continue) a escrever alguma história.


Conchego: Seus livros nascem únicos ou séries? O que prefere, um livro único, mesmo que grande, mas que conte toda a história de uma vez ou série?

R. Eu tenho a tendência de deixar uma brecha para uma continuação nos meus livros. Eu gosto de séries. Estou acompanhando, por exemplo, a série As Sete Irmãs, da Lucinda Riley. Acho interessante as histórias terem uma continuidade. O Mistério da Cachoeira ainda não sei se vai haver uma continuação. Mas Balada Oitenta é uma trilogia. Já comecei a escrever o segundo livro que conta a história de um dos personagens: Babi.


Conchego: Qual foi, até hoje, o momento de maior emoção, tanto positiva quanto negativa, que a literatura já te trouxe?

R. A literatura, como leitora, me trouxe várias emoções e aprendizado. E quero aprender sempre, lendo autores de todos os gêneros, principalmente os nacionais, que agora ocupam um lugar de mais destaque no cenário literário. E este fato me trouxe, como escritora, coragem para publicar o primeiro livro. Quando uma editora me procurou para publicá-lo, e depois ver a capa surgir, foi muito emocionante pra mim e me trouxe uma grande alegria. E, depois, a emoção negativa foi ver o meu sonho se desfazendo quando a editora me informou que não teria condições financeiras para mandar os meus exemplares para o meu lançamento, que já estava marcado.


Conchego: Com a proximidade proporcionada pelas redes sociais e plataformas de compartilhamento, como é a convivência com os fãs? Eles influenciam a confecção de uma obra? 

R. Os leitores ainda estão conhecendo o meu trabalho. Na verdade, ainda só conhecem Balada Oitenta, tendo em vista que uma editora ainda detém os direitos do primeiro livro, que até agora não pude publicar. E aqueles que leram Balada Oitenta no Kindle e no Wattpad, até agora gostaram muito da história. E este retorno é muito importante e motivador para que eu continue criando e escrevendo. As redes sociais hoje são o canal de divulgação mais importante para novos escritores. E o trabalho de divulgação tem que ser bem feito para dar certo, tem que ter disposição e determinação.


Conchego: Todo escritor gosta de ler, quais seus gêneros e autores prediletos?

R. Gosto de todos os gêneros, mas confesso que nos últimos tempos tenho lido muito infantojuvenil que é o gênero que eu escrevo. Sempre tenho a curiosidade de ler para aprender, e até mesmo para analisar a obra do meu ponto de vista e encontrar o meu jeito de escrever. Não quero imitar ninguém, mas a partir de outras escritoras, quero fazer uma “coletânea” e formar a minha própria identidade. Cheguei a ler livros de Carina Rissi, Marina Carvalho, Tammy Luciano e da rainha dos chick-lits, Sophie Kinssella.

Por outro lado, no mês passado, li o livro adulto, A Dama de Papel, de uma escritora brasileira de muito talento, Catarina Muniz, e que não perde nada para as estrangeiras. E acho que o Brasil ainda tem muito que revelar da sua literatura.

Depois de uma bela fase romântica lendo inúmeros livros de Nicholas Sparks, descobri há uns dois anos a escritora irlandesa Lucinda Riley, que também escreve romances. No momento é a minha predileta



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6 comentários:

  1. Amei ser entrevistada por vc Daya! Grande bjo!

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  2. Que bacana, Denise nasceu onde tenho o sonho de morar. Fizemos a mesma faculdade.
    É sempre muito triste perder um ente querido,mas transformar essa dor em palavras, histórias é muito lindo.
    Gostei de saber que já publicou dois livros. Fiquei interessada no "Balada Oitenta", vou adicionar você no facebook para conhecer melhor. Suas referências de leituras são as melhores "Carina Rissi, Marina Carvalho, Tammy Luciano", a Catarina Muniz não conheço, mas concordo com você em relação a literatura brasileira, que não perde para a estrangeira, eu apoio os livros nacionais. Sou fã da Lucinda Riley, é ela um espetáculo, mas vocês, nossas autoras nacionais também são.
    Sucesso!

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    1. Tb sonho em morar em Goiânia Bianca! No meu caso seria voltar a morar! Kkk Que bom saber q somos colegas! Já aceitei a sua amizade no Face! Espero q goste de Balada Oitenta! Acho q vc vai se divertir! Grande bjo.

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  3. Que bom conhecer um pouco mais sobre uma autora de livros infanto-juvenis.Eu amoooo esses livros <3 apesar dos meus 30 e poucos anos ainda existe uma criança uma pre adolescente dentro de mim. rsrsrsrs sem contar minha filha de 9 anos que tento influenciá-la ao máximo a leitura.Denise sucesso!!!

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  4. Oi!
    Ainda não conhecia o livro da Denise Barbosa mas dei uma olhada na sinopse e achei interessante, gostei muito dos autores que ela lê principalmente Carina Rissi, Marina Carvalho, Tammy Luciano também gosto muito dos livros delas e achei bem legal poder conhecer um pouco mais dessa escritora !!

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