Leituras da Mari: A Revolta de Atlas (Vol 2)




Título no Brasil: A Revolta de Atlas - Volume 02

Título Original: Atlas Shrugged: Part II

Autor(a): Ayn Rand

Editora: Arqueiro
Páginas: 381
Ano:2010




Esse é o segundo livro da trilogia (ver a resenha do primeiro aqui) e assim como o volume 01, achei esse maravilhoso. Um pouco mais lento e maçante em algumas partes, mas em outras, como o discurso do Francisco no casamento, já valeram a pena todo o livro.

Essa resenha será um pouquinho diferente das outras, preciso avisar: muito mais opinativa. A história continua a mesma e se eu falar muito dela acabarei tirando a graça e dando spoiler, então falarei sobre a sensação que despertou em mim e o porquê. Vamos lá?


Basicamente todos os momentos em que Francisco aparecia tornavam-se meus favoritos do livro por serem os únicos em que não me provocavam raiva, porque Dagny me é completamente irritante.

Neste volume encontraremos ainda mais críticas veladas e diretas ao estilo de vida perseguido por aquela sociedade, à hipocrisia e discrepância entre o que era dito e o que era praticado e a importância da valorização do... Bem, do que realmente é importante.
"A riqueza é produto da capacidade humana de pensar."

Aquelas "cenas" em que Rearden fala que comprou coisa da D'Anconia e em que Dagny (a mula mor) faz aquilo que eu, infelizmente, já esperava quando vindo dela me enervaram em demasia. Foram os momentos em que mais quis bater em Rearden e esganar Dagny durante toda a obra.



A parte dos três na casa de Dagny e toda a situação que "meu querido Chico" teve que suportar ali me partiu o coração. Foi muita injustiça com ele, tadinho!

Amei saber as teorias sobre "quem é John Galt"... "O homem que disse que iria parar o motor do mundo" (a que achei a melhor)! Não havia sido essa a explicação que eu havia encontrado na internet, posso garantir e apenas não colocarei qual foi ainda porque... Bem... Vai que o site estava certo e ela será revelada no três, não é?rs

Vou dizer que essa obra tem, literalmente, mudado a minha vida. Estou uma pessoa mais "sem paciência para desculpas esfarradas" e que dá menos desculpas para justificar minhas próprias falhas, erros e preguiças também. Assumo mais as minhas culpas até para mim mesma e não me culpo, nem me desculpo, por coisas que não acredito realmente serem erradas.

Também tenho "tentado fazer as pessoas ao meu redor pensar mais" quando acho que vale a pena e "me calado" quando noto que o receptor está engessado em um pensamento e que sua abertura ao diálogo e novas ideias é apenas da boca para a fora (sendo que essa parte do "calar" foi, de longe, a mais difícil para mim. Mas estou aprendendo com o Chiquinho a ter mais controle sobre meus atos, pensamentos e palavras).

O que mais posso dizer??? Já sei: LEIAM ESSA TRILOGIA! rs

É isso pessoal. Beijinhos e até semana que vem.

Curiosidade:

01 - Neste livro é mencionado o personagem de Robin Hood por uma visão completamente diferente na que eu sempre ouvi falar a respeito dele. Após o discurso de Ragnar passei a ter ainda mais vontade de ler a obra original. Isso porque pelo pouquíssimo que eu lembrava das histórias resumidas que havia lido o conceito original de RH foi completamente distorcido pela sociedade daquela época; ele passou de um homem que resgatava o valor saqueado por uma elite gananciosa e improdutiva e devolvia ao trabalhador saqueado para a justificativa de bom caráter por tirar dos ricos para dar aos pobres pura e simplesmente (independente daquele rico ser um saqueador ou não, independente do pobre ter sido saqueado ou não). Realmente não lembro de histórias de RH saqueando trabalhadores mais abastados para dar para menos abastados, então não entendo de onde tiraram tal premissa.

***
Sinopse do Skooba mitologia grega, o titã Atlas recebe de Zeus o castigo eterno de carregar nos ombros o peso dos céus. Neste romance de Ayn Rand, os pensadores, os inovadores e os indivíduos criativos suportam o peso de um mundo decadente enquanto são explorados por parasitas que não reconhecem o valor do trabalho e da produtividade e que se valem da corrupção, da mediocridade e da burocracia para impedir o progresso individual e da sociedade. Mas até quando eles vão aguentar? 'A revolta de Atlas' está dividido em 3 volumes de 352, 384 e 496 páginas.

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10 comentários:

  1. Muito bom, Mary, esta série precisa ser MUITO lida e debatida no Brasil de hoje, onde se crítica a meritocracia como se fosse uma coisa ruim e vergonhosa ter tido uma boa educação e dedicação nos estudos.

    Não li a série toda ainda, por isso não participei do debate no grupo dos 2 caras, mas a Gi gostou tanto e conversa tanto comigo que é quase como se tivesse lido.

    Parabéns pela resenha,

    Alessandro Bruno
    http://www.rascunhocomcafe.com/2015/12/filmes-sobre-familia-para-assistir-com.html

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    1. Alessandro, para mim falta ler apenas o livro três. O problema é que a Dagny me irrita tanto que não sei o que farei se ela continuar viva e assim no três. Acho que jogo o livro pela janela. kkkkk

      Amo essa obra porque ela é bem clara e simples de ser compreendida.

      Quanto às pessoas que criticam a meritocracia... Ainda não teve uma que soube me falar qual seria então o critério justo para se fazerem as contratações no meio se viu e se ela aceitaria de bom grado uma pessoa muito menos capacitada do que ela entrar na vaga que estava tentando conquistar.

      Eles apenas criticam pelo puro prazer de criticar, sem oferecer absolutamente nenhuma solução ou ao menos tentar pensar em uma. No dia em que eles conseguirem me responder isso de forma convincente, talvez eu comece a prestar atenção ao que dizem... No dia em que eles me disserem que escolheriam para operar o tumor do cérebro deles o médico que mais estivesse precisando de clientes e não aquele com mais estudo, treinamento e experiência no assunto, talvez eu comece a prestar atenção ao que dizem... Mas antes não.

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  2. Adorei a resenha. Mas não faz meu estilo de leitura. Bom que tenha mudado a sua vida, quem sabe algum dia eu leia.

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    1. Quem sabe Bianca. A vida dá voltas... Há alguns anos atrás eu diria o mesmo que você, livros com qualquer mínimo de cunho político já eram automaticamente descartados. Hoje meu gosto é um pouco diferente, não é melhor nem pior do que antes, apenas diferente.

      Quer dizer, eu considero que para mim é melhor ou eu não teria mudado, claro. Mas cada coisa tem seu tempo na vida das pessoas e o que é melhor para mim pode não ser para você. ;)

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    2. Com certeza. Já li muitos livros voltados para política na época da faculdade e gostava, mas de uns 3 anos pra cá dei uma parada nesse estilo de leitura.

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  3. Grande resenha dona Mari. Resenha do nível dessa grande obra. Eu comecei a ver os filmes e mesmo sendo feito pra TV valem a audiência. Acho q vc não irá gostar tanto pq a Dagny é bem fodona e o Chico é um banana.
    Abraços

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    1. O Chico é um banana!?!?!? Já não gostei do filme e nem vi ainda. Kkkk
      Que bom que gostou da resenha Marco, fico feliz!

      Do que você mais gostou nesse segundo volume?

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  4. Eu sempre achei essa obra cansativa, nunca tive vontade de ler, acho que sou o tipo de pessoa que curte leituras mais leves, ainda não me aprofundei nisso.

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    1. Giovana, o número de páginas não tem realmente muito a ver com o fato da história ficar ou não cansativa. A temática em si também não. O que realmente faz a coisa ser ágil ou não é a forma como a coisa é apresentada e neste livro achei brilhantemente bem feita.

      Ele foca em política e mostra como uma sociedade é capaz de se destruir alegando estar pensando no melhor para todos. Ele expõe a hipocrisia em sua raíz.

      Mas, é claro, romances são muito mais tranquilos para ler caso não seja com drama.rsss

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    2. Entendo seu ponto. Um dia desses acho que vou me aventurar num desses livros que eu evito ler... quem sabe rola um clima? hahahaha beijos!

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