Entrevista: Érica Christieh


A jovem escritora Érica Christieh, nasceu em 08 de agosto de 1988, na cidade de Sobradinho, Distrito Federal. 

Casada e com uma filha chamada Sophia, Érica ocupa o seu tempo livre escrevendo contos e romances cheios de emoções que certamente te farão chorar. 

Seu primeiro livro, "Além do que os meus olhos podem ver", reúne uma coletânea inédita e envolvente de contos que nos faz viajar. 

Possui apenas o segundo grau completo, mas uma imensa facilidade e sensibilidade para envolver os seu leitores. 

Cristã há mais de sete anos, a escritora Érica leva de forma leve e simples o evangelho de Jesus Cristo através de suas histórias.

A autora tem mais dois livros lançados: Um amor para toda vida (veja a resenha feita pelo blog AQUI) e Minha Obsessão  (veja a resenha feita pelo blog AQUI).

Vamos à entrevista:



Conchego: Quando você percebeu que os mundos criados por você não cabiam mais dentro da sua imaginação e precisavam ter “vida própria”?

R: Escrevi o meu primeiro conto aos dez anos de idade e foi ai que eu descobrir que eu tinha dom para aquilo. Eram histórias que nasciam de sonhos, de pessoas que eu via na rua e até mesmo de histórias que eu ouvia o povo contar. Mas foi quando nasceu no meu coração o desejo de escrever um livro com uma história só de 300 paginas. Foi um desafio para mim, porque ate ali eu estava acostumada a escrever histórias curtas de duas e três paginas. Foi ai que o meu mundo imaginário começou a ter vida própria.

Conchego: Dentro da cultura, algumas manifestações são mais bem vistas que outras, assim como alguns gêneros. Você já sofreu algum tipo de preconceito por conta do gênero que escreve? 

R: Sim. Quando o meu livro "Um amor para vida toda" foi publicado pela editora buriti, algumas pessoas diziam que jamais iriam ler o meu livro por se tratar de um tema religioso. "Um amor para vida toda foi escrito para ser um romance, com temas cristãos, o que para mim nada tem haver com religião. Religião vem do homem, o que eu escrevi nesse livro nada tem haver com religião. 

Conchego: Quando nasce o título? E mais importante, como ele surge? Pesquisa, de dentro do livro, sugestão de alguém que está lendo? 

R: Eu tenho certas dificuldades em escolher o titulo do livro, porque ele será o primeiro contato do leitor com o livro. Acho esse processo um dos mais importantes. Alguns livros meus como "Minha obsessão", o titulo fluiu primeiro, em outros, o titulo só nasceu depois que toda a história estava concluída, nasceu de dentro da história. 

Conchego: De todas as personagens que já escreveu, qual seu favorito e qual gostaria de matar? 

R: Alica e Miguel do livro "Um amor para vida toda", com certeza são os meus xôdos. Sobre matar personagens, nunca tive essa vontade com nenhum deles, mas já fui obrigada a matar alguns.

Conchego: Todo mundo tem uma rotina, mesmo que seja não ter uma, nos conte um pouco sobre a sua. Que horas é melhor para você escrever? Gosta de música ou prefere o silêncio? 

R: Antes de escrever qualquer livro, eu gosto muito de pesquisar sobre o tema, conhecer melhor o local onde a história irá se passar, criar o roteiro inteiro do livro, capitulo por capitulo. A melhor hora para escrever é a noite, eu prefiro assim pelo silencio, porque eu sei que ninguém irá me interromper no momento em que eu estiver mais empenhada. Prefiro o silencio. Aliás eu não consigo escrever uma única palavra com barulho, seja ele qual for.

Conchego: Na hora da criação é “papel e caneta”, software de criação ou que tiver mais acessível?

R: Tudo é valido, as vezes nós estamos assistindo TV ou ouvindo musica e os personagens começam a falar com você, as ideias começam a fluir, de dia a noite, até mesmo no meio da madrugada. Na hora, o que tiver acessível é valido, papel, caneta, computador. As vezes eu gosto de passar minhas ideias para o papel primeiro, antes de escreve-las no computador. 

Conchego: Seus livros nascem únicos ou séries? O que prefere, um livro único, mesmo que grande, mas que conte toda a história de uma vez ou série?

R: Eu prefiro livros únicos, não que eu não goste de sagas ou series. Eu sempre gostei de imaginar as minhas histórias como uma só, sem continuação. No livro "Minha obsessão" a minha ideia inicial era que seria apenas um livro. Mas ao terminar de escreve-lo, eu senti que faltava algo, que eu poderia contar mais, além dos personagens continuarem gritando comigo quase o tempo todo. Tive que ceder e resolvi transformar "Minha obsessão" em um trilogia. Será minha primeira, escrita. 

Conchego: Qual foi, até hoje, o momento de maior emoção, tanto positiva quanto negativa, que a literatura já te trouxe?

R: Todas as mensagens que recebi dos leitores sejam elas elogios ou não, sobre os meus livros sempre me trazem uma emoção intensa. Alegria eu diria. Porém teve uma mensagem que recebi de um leitor que leu o livro "Um amor para vida toda" que de fato me fez senti que o objetivo principal de escrever aquele livro havia sido alcançado. Ele era ateu antes de ler o livro e passou a acreditar em Deus depois que o leu. Isso foi uma das emoções mais fantásticas que já sentir até aqui. O alvo foi alcançado. 

Conchego: Com a proximidade proporcionada pelas redes sociais e plataformas de compartilhamento, como é a convivência com os fãs? Eles influenciam a confecção de uma obra? 

R: Através das redes sócias eu ganhei não somente leitores, mas amigos. Eu sou do tipo de pessoa que faz questão de estar sempre próxima deles, ouvi sugestões, elogios, criticas, esse processo é fundamental para tornar quem eu sou como escritora e pessoa. Eles, influenciam sim, aliás no livro "Minha Obsessão" eu tive a ajuda de muitos leitores. Tem um pedacinho deles em cada pagina daquele livro. 

Conchego: Todo escritor gosta de ler, quais seus gêneros e autores prediletos?

Eu gosto de ler tudo, alguns gêneros eu gosto mais como romance, suspense, terror, comedia. Autores prediletos eu diria que são: Clarice Lispector, Leonardo Otaciano, Fernando pessoa, Danielle Stell, C.S Lewis, William lane craig, Jerry jenkins.

Para conhecer mais sobre a autora e acompanhar suas publicações basta segui-la na sua página do facebook e wattpad.


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2 comentários:

  1. Que emoção! Obrigada conchego das letras e Daya por essa oportunidade! Adorei

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  2. Adorei a entrevista, arrasou hein Érica. Parabéns!

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