Resenha: O Francês


Título no Brasil: O Francês
Autor (a) Nacional: Daniel José de Carvalho
Editora: Pandorga
Ano: 2015
Páginas: 232







Olá leitores,


Essa é a segunda obra que leio do autor Daniel de Carvalho (leia a resenha do livro Duas Vidas aqui). O autor tem tem uma escrita admirável e a medida que fui lendo fiquei ainda mais apaixonada.


Em O Francês não poderia deixar de comentar sobre a capa, simplesmente amei. É uma história de amor linda que o autor descreveu com tanta perfeição, narrando o passado e o presente. Amo histórias que nos fazem perceber que teve muito estudo e dedicação, e o Daniel nos apresenta com detalhes e perfeição o Brasil no século XVIII. 


No ano de 2013 a história nos apresenta Jean, um francês que veio para o Brasil com os seus pais ainda criança e quando termina a faculdade, resolve passar uns dias na casa da família do amigo, Eloar, no município de Carvalhos, no estado de Minas Gerais. Logo que chega na casa do amigo, conhece Karina, uma amiga da família, e se encanta com a beleza da jovem. Os dois cultivam uma linda amizade, passeando e conhecendo a cidade.


Em uma visita a casa de Karina, Jean conhece a biblioteca da avó da jovem e eles encontram um velho diário escrito em francês, intitulado de "Mon Jornal". Ele conta momentos de uma família que viveu no Arraial dos Franceses, em Capitania de Minas Gerais, no século XVIII. Os jovens ficam interessados pelo diário, e assim, Jean o traduz, lendo para Karina. A partir daí o autor intercala a história com o passado e o presente.







Através da leitura do diário, que se passa no século XVIII, conhecemos a família do Rogê , sua esposa Nicole e o único filho do casal, Adrian. A família veio para o Brasil quando Adrian tinha somente cinco anos e resolveram melhorar a vida indo para Minas Gerais em busca de ouro. Quando estavam chegando perto do destino, encontram com a índia Iraci e sua filha. Percebendo que a família estava cansada, a índia oferece abrigo. 

Iraci vive com o marido português, Borba e a única filha, Yara. Ao notar que a família francesa é composta de pessoas de boa índole e ciente de que ela e seu marido estavam precisando de funcionários, convida a família de Rogê para trabalharem com eles.

"Um sorriso de tristeza e resignação esboçou-se em seus lábios e uma grande esperança iluminou sua alma. Adrien sabia que de alguma forma aquele intenso amor não terminaria ali, nem naquele momento, porque um amor assim não morre nunca."



As duas crianças se tornam inseparáveis desde o primeiro contato, crescem juntas e alimentam um amor puro e verdadeiro. O tempo passa e o pai de Adrian sempre escreve no diário, contando momentos marcantes. Já adultos, Adrian e Yara marcam a data do casamento, mas algo terrível acontece e o amor deles é brutalmente interrompido.

Jean e Karina ficam cada vez mais encantados com a história contada no diário e querem saber o final, mas sempre sentem algo estranho, como se tivesse alguém por perto e percebem que a história do casal do século XVIII tem muitas semelhanças com eles. 

O que será que o casal do passado tem a ver com o casal do presente? Quais são essas semelhanças? E esses arrepios que sentem como se tivesse alguém os observando, o que será?

Termino a resenha ainda mais apaixonada pela escrita do autor. Ele consegue envolver o leitor de tal maneira que me sentir lendo aquele diário. A história é muito bem escrita, em detalhes; assim pude conhecer um pouco mais do Brasil e a linguagem utilizada na época. O que achei bastante interessante é que Daniel escreve em tupi-guarani e francês devidamente traduzido para o português. Uma história leve, que nos mostra um amor de todas as formas. Com certeza, vou ler outras obras do autor.



"- Se mecê não existisse... para que eu existiria...? - Et si tu n'existais p´s, dis-moi pourquoi j'existerais?"

***


Sinopse do Sbook: O Francês - Este romance conta uma incrível história de amor entre um francês e uma descendente de indígenas tupi-guarani. Esse grande amor é brutalmente interrompido para ressurgir com todas as forças depois de 272 anos.Uma parte desse caso de amor se passa no município de Carvalhos, no Estado de Minas Gerais, no ano de 2013. A outra parte se passa no Arraial dos Franceses, na Capitania de Minas Gerais, no século XVIII. (...)O “Mon Journal”, um estranho diário, desaparece misteriosamente no ano de 1741, no Arraial dos Franceses, para ser encontrado apenas no ano de 2013 em Carvalhos. Tal diário é o elo que esclarece a relação entre os dois casais de épocas tão distantes e tão diferentes.Há, ainda, um estranho ser que os acompanha durante todo o desenrolar da narrativa. Um ser não visível, mas que lhes causa grandes apreensões.

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16 comentários:

  1. Adoro livros que tenham diários! Fiquei curiosa...Ótima resenha, parabéns!

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  2. Adorei a resenha, adoro livros de época !!! Imagine então um que retrata um período brasileiro que tenho verdadeira paixão... Se o estudo de época foi bem feito, tenho certeza que vou adorar o livro, tanto quanto adorei a resenha. Como sempre, Daya arrasou :)

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    1. Obrigada Cláudia.
      Um livro muito bem escrito, tenho certeza que vc vai gostar!
      Beijos

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  3. Que capa linda!! Será que eles são a reencarnação do casal??? Adorei! Adoro histórias de época!!!

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    1. Linda a capa :)
      Sobre isso... só vc lendo rsrs
      beijos

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  4. Confesso que não sou muito ligada em histórias de época,mas fiquei curiosa...adorei a resenha como sempre Daya,tanto q fez despertar meu interesse...rsrs

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    1. Jennifer,
      Não chega ser uma história de época.
      Como disse na resenha, é narrado o passado e o momento presente :)
      beijos

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  5. Nunca tinha ouvido falar desse livro, mas lendo a resenha agora, o livro parece ser muito bom!

    Achei seu blog lindo, estou seguindo!

    beijos,

    http://sweetlikecaramel.blogspot.com.br

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    1. Olá Nazare,
      Obrigada!
      Vou visitar seu blog,
      beijossss

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  6. Gostei desse pula-pula entre passado e presente. Entrou para minha lista de "vou ler um dia".

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    1. Mari,
      Muito interessante!!
      Coloca sim.
      beijos

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  7. Daya, como sempre você arrasou na resenha, me deixando curiosa...
    A história me lembrou um pouco uma longa jornada, por intercalar a história de dois casais.. e passado e presente..

    Beijo

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    1. Bruna,
      Eu não li Uma Longa Jornada, que pena :(
      Uma história muito boa, vale a pena ser lida.
      beijosss

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