Resenha: O Filho da Natureza


Título no Brasil: O Filho da Natureza
Autor (a) Nacional: Isis L.M.J.
Editora: Independente
Ano: 2015
Páginas: 305



Olá leitores,



O Filho da Natureza é o primeiro livro da trilogia Filhos da Natureza. A narrativa é baseada no futuro e o que podemos esperar daqui a alguns anos no planeta (sinceramente, espero que isso não aconteça, mas do jeito que o mundo vai!). É narrado em primeira pessoa, pelo personagem principal, Sam.

A história começa com uma família reunida e quando olham pela janela, enxergam uma avalanche de água, sendo que eles não moram perto do mar, tudo começa a tremer e a história recomeça 50 anos depois  da Devastação (nome dado à uma serie de desastres naturais que ocorreu em um único dia), em um mundo onde restavam poucos sobreviventes. 

Depois que o planeta sofreu com tudo que você poderia imaginar como furação, terremoto e a radiação que se espalhou tudo quanto foi canto para destruir ainda mais a vida daqueles que conseguiram sobreviver, o mundo é separado em duas partes: os ricos e os excluídos. 

Nesse primeiro livro sabemos muito pouco sobre como os ricos vivem, só nos é dito que eles vivem bem e com fartura enquanto os pobres ficam em um local que chamam de aldeia, residem nas antigas casas que hoje são um amontoado de entulhos e comem o que têm ou recebem do governo.

Os moradores da aldeia não podem sair do local em que moram, pois é cercada por uma floresta em que vivem as pessoas que sofreram mutilação em alguma parte do corpo. No livro a autora chama essas pessoas que de "coisas" e nos explica que para sobreviverem comem até carne humana, por isso todos as temem. 
Eu não entendo. Por que eu nunca podia sair da Aldeia? Será que é mesmo só para minha segurança ou eu vou descobrir algo que ele não quer se me aventurar na floresta?
Sam é um garoto de 19 anos que vive com os pais, um amigo e a mãe desse amigo e nenhum deles pode ir muito longe da casa que moram. Os moradores da aldeia passam o dia trabalhando como "escravos" para o povo rico e não têm uma diversão que possam usar para se distraírem. O tempo que Sam tem livre aproveita para treinar lançamento de facas.

Depois de certos acontecimentos, Sam se vê sozinho no meio da floresta. Cercado por "coisas" e soldados, precisa reunir força e coragem para conseguir sobreviver em um mundo desconhecido e chegar em um acampamento que, detalhe, ele nem sabe onde fica! 

Cat é uma garota que esta acostumada sobreviver nesse mundo desconhecido e sabe chegar ao acampamento... ainda bem né?! Eles vão viver juntos momentos de descobertas e nós, leitores, vamos conhecer alguns animais que sofreram mutações - juro que nunca imaginaria que poderia existir algo do gênero. Além de tudo que eles vão passar, Sam conhece a real situação que o mundo vive, com as ordens do governo.

Eu não gostei de algumas linguagens que a autora utilizou. Tudo bem que o casal da história são dois jovens e conseguem ter uma afinidade muito rápida, pode ser isso!!! Mas eu, como uma "jovem senhora", achei desnecessário. 
Algumas das situações foram: 


  1. Cat desmaia e Sam para acordá-la, simplesmente cospe na cara dela e ela acorda; 
  2. um dos amigos deles assoa o nariz na blusa e passa a mão para tirar a meleca que ficou agarrada na blusa; 
  3. um dia Sam acorda e joga em Cat as remelas. Eu não gosto muito disso, sou bastante fresca, só pode ser esse o problema que dei a nota que dei.
Abraço Cat que ainda respira. Procuro ao redor algo que eu possa usar para estimula-la a acordar, mas não encontro nada.
Não posso bater nela.
Então eu cuspo em sua cara, e ela acorda. Ela tenta abrir os olhos, mas um deles está incapacitado pela minha saliva


Tirando esses momentos (só disse 3 exemplos, mas tem vários) e focando na história em si, achei a história inteligente e diferente de tudo que já li. E depois da metade a história fica emocionante, sempre aguardando o que poderá acontecer com os dois sozinhos na floresta e se Sam iria aceitar a realidade da sua história, o que a radiação fez com ele e o que poderia acarretar para o mundo.

O final é muito bom, termina de uma forma espatular e, com certeza, estou ansiosa pela ler a continuação. Espero de coração que não tenha mais dessas situações desnecessárias para que eu possa dar uma nota melhor para ele.


***
Resenha do Skoob: O FILHO DA NATUREZA - Você já ouviu falar em revanche? Não estou falando naquela segunda tentativa que os jogadores têm para ganhar um jogo, estou falando em pagar na mesma moeda. Quase como vingança, mas um pouco pior. 
Em um passado não muito distante, a população da terra vivia feliz em uma era tecnológica magnífica; A cura do câncer foi descoberta, assim como a cura para outras doenças terminais; A criação de uma ração sintética comestível acabou com a fome; Aos poucos o crime e a pobreza deram lugar á uma sociedade mundialmente unida e próspera; Mas para se chegar nessa época foram necessários muitos anos de pesquisa, e testes e vários blá blá blás. Para que isso fosse possível eles usaram todos os recursos que tinham, incluindo os recursos naturais; Os rios estavam ficando cada vez mais poluídos, a radiação contaminou o solo, o carbono a atmosfera. 

Eles pensaram que estavam matando a natureza aos poucos, e por um momento eles estavam certos até que um dia ela resolveu revidar e foi ai que os humanos pagaram um preço mais alto. Terremotos, furacões, tsunamis, tempestades violentas, todos juntos acabaram com a maioria dos trabalhos humanos e devastou muito mais da metade da população. 

Os sobreviventes se ajuntaram nas cidades menos danificadas e tentaram reconstruir a sociedade. 

Eu nasci nessa época.

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4 comentários:

  1. E o medo de acontecer o que aparece nestes livros de ficção? A relação entre ricos e pobres, pela sinopse, não está muito longe da realidade...
    Indiquei seu blog para uma TAG sobre literatura brasileira. Espero que goste!
    http://www.diarioquaseescritora.blogspot.com.br/2015/08/tag-campanha-literatura-brasileira.html

    Beijos!

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    1. Olá Lê,
      Não esta mesmo longe, mas torço que demore muito!!
      Sobre a TAG vou lá olhar.
      beijosss

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  2. Olá, Daya, tudo bem?
    Uma distopia nacional...Uau! Adorei. Tem uma mistura de futurismo, com o holocausto e o dilúvio... Parece interessante.
    Sobre os pontos negativos que você frisou eu já achei coerente com as partes da narrativa que vc contou.
    Eles eram chamados de coisas, eram pessoas que se alimentavam de carne de outras pessoas, não é? Então isso dá a eles caractersíticas e ações de pessoas selvagens.

    Gostaria de ler esse livro.
    Parabéns pelo blog, é lindo. Estou te seguindo.
    Bj.
    - Diego, Blog Vida & Letras
    http://blogvidaeletras.blogspot.com

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    1. Oi Diego,
      As "coisas" se alimentavam de carne sim, mas quando falei da linguagem não era sobre eles e sim pelos outros personagens, mas o problema deve ser comigo rsrs sou uma jovem senhora!!
      Obrigada por ter gostado do blog.
      beijosss

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