Momento Cultura: Meus Melhores Filmes


Outro dia, navegando sem sentido na internet e me deparei com a lista: Os 10 melhores filmes dos últimos 10 anos. Li a lista inteira duas vezes e concordei com três filmes - um deles está na minha lista. Os outros achei meio coisa de "tenho que montar uma lista de qualquer maneira e vou colocar o que o povo vai achar interessante". 

O que me chamou atenção é que eu, sendo apaixonada por cinema, não tenho uma lista de Os 10 filmes definitivos, Os 10 melhores filmes de todos os tempos. Tenho alguns filmes que sou apaixonada e resolvi fazer minha lista com eles. A maioria é baseado em livros... que coisa (não tem ordem na minha lista, porque hoje eu gosto mais de um, amanhã pode ser outro):


  • ...e o vento levou (tem livro)
  • O Poderoso Chefão (tem livro, Mario Puzzo, lindo!)
  • O Curioso Caso de Benjamin Button (conto, está em um livro)
  • Blade Runner (tem livro)
  • Cidadão Kane
  • A Vida de Brian
  • 12 homens e uma sentença
  • Annie Hall
  • Amnésia
  • Alien
  • Os Suspeitos
  • Taxi Driver
  • Against all Odds

Aí você olha minha lista de filmes que não canso de assistir e pensa: "Mas não tem filme nacional?", "Não tem romance?", "Ficção científica com data de validade?", "Cadê os filmes mais recentes?".

Bom, vamos lá. O Poderoso Chefão 1, 2 e o 3 eram os filmes definitivos sobre a máfia e o tipo de relação que ela forja, aí fizeram Os Bons Companheiros, Os Infiltrados e Donnie Brasco. Temos ainda na mesma linha de filmes bons que valem mais que uma simples visita: O Gângster, Gomorra, Eastern Promises - acho que no Brasil é Senhores do Crime, com o Viggo Mortensen - e coloco Casino nessa lista. Todos ótimos, todos (ou quase, tiro Casino dessa lista) valem pelo menos ser assistidos duas vezes.

Realmente não tem filme nacional na minha lista. Concordo que na última década o cinema brasileiro melhorou muito, mas para chegar mais longe ainda tem muito chão. O que definitivamente é estranho, porque somos o melhor produtor de novelas do mundo. Roteiristas, atores e diretores temos, falta colocar na produção cinematográfica a mesma paixão que temos para fazer novelas.

Romance... Sou fã assumida de água com açúcar. Não sei quantas vezes assisti Um Bom Ano, Cartas para Julieta - certo, o filme é bem fraquinho, mas Franco Nero e Vanessa Redgrave se reencontrando e retornando uma paixão - real - depois de mais de vinte anos separados vale o ingresso. Mas meus romances fogem um pouco do padrão. Amar ...e vento levou é quase inevitável. Uma mocinha que não vale nada, aliás, a mocinha é a vilã do filme. Tá eu sei, o vilão do filme é a Guerra de Secessão, mas Scarlett O'Hara é a coisa mais anti mocinhas virginais que existe. Ela faz o que for preciso para conseguir o que necessita ou quer. O mocinho é amoral, bêbado, inescrupuloso e com charme zero. Seus antagonistas são tão apagados que ninguém nem mesmo se lembra de citá-los. Mas o final do filme é simplesmente o melhor de todos os tempos. Já Against all Odds - Paixões Violentas em português - é, bom não tenho explicação. O elenco é péssimo, o roteiro é estranho, a cenografia é anos 1980. Ah! Eu amo a música tema, pronto, justificativa plausível.

Já Blade Runner e Alien são filmes atemporais. Certo, eles têm todo o visual anos 1980, quando foram lançados, mas ambos são referências até hoje. E Blade tem uma das melhores falas de todos os tempos no cinema.

Eu não sei porque ele salvou a minha vida. Talvez naqueles últimos momentos ele amava a vida que ele jamais teve. Não apenas a sua vida - a vida de ninguém, a minha vida. Tudo o que ele queria eram as mesmas respostas que o resto de nós quer. De onde foi que eu vim? Para onde vou? Quanto tempo eu tenho? Tudo que eu podia fazer era sentar lá e vê-lo morrer. - Rick Deckard, Blade Runner.

Eu odiava Cidadão Kane com todas as minhas forças, mas uma tarde de chuva resolvi dar outra chance para o filme. Puff, virou filme de cabeceira. Assim como Taxi Driver. "Filme péssimo", "quem foi o idiota que me indicou essa porcaria?", esses eram meus pensamentos antes de tentar pela terceira vez assistir ao filme. Aí parei de dar atenção ao enredo e peguei cada interpretação. OK, é difícil encontrar filmes ruins do Robert DeNiro, ele é supremo. Mesma definição que usava para Woody Allen, diretor, ator, roteirista, músico e judeu, ele faz questão de mostrar, dizer e afirmar isso o tempo todo. De todos os filmes dele, e tenho vários em minhas listas de 'assistir novamente', Annie Hall - e me recuso a colocar o nome em português - é top, porque novamente temos uma mocinha que não é a frágil menina virginal que espera o príncipe encantado. E vamos combinar que Diane Keaton é uma das melhores atrizes de todos os tempos.

Comédias são um problema na minha vida, porque não entendo piadas fáceis. Quanto mais imbecil e leve for a piada, menos graça eu acho. Isso é porque cresci assistindo os filmes do Jerry Lewis, comédias leves e bobas, mas que não tinham nada de inocentes. Mas a minha primeira comédia foi O Cálice Sagrado, do Monty Phyton, pronto, gamei nos caras. Humor pesado, sujo e politicamente incorreto. O que dizer sobre um filme que fala sobre Brian - A Vida de Bran -, o judeu que nasceu na manjedoura ao lado de Jesus e que passou toda a sua vida sendo confundido com Cristo? Mais politicamente incorreto que isso não existe.

Filmes, seriados e livros sobre tribunal me prendem. Trocadilho infame. E o primeiro, o que começou essa paixão foi um filme que se passa inteiramente em um único cenário. Tem uns 14 atores no máximo e todo mundo só fala. O elenco de 12 homens e uma sentença é tão bom que eu acho que o filme deveria ser obrigatório e passar pelo menos uma vez por mês em canal aberto. Mesmo caso de Os Suspeitos. Suspense de primeira qualidade! Para quem realmente não conhece, ele é no estilo de Sexto Sentido, você só descobre tudo no final. E coloca tudo nisso. Um crime aconteceu, e esse crime foi cometido por alguém. Mas que crime e quem cometeu e quando? Só na última cena é que dá para saber.

E cheguei aos dois filmes mais estranhos da minha lista. O Curioso Caso de Benjamin Button e Amnésia - eu prefiro o título original Memento. Completamente diferentes, mas ambos são fora dos padrões normais.

Button, é baseado em um conto lançado em 1921 pelo escritor F. Scott Fitzgerald. David Fincher, diretor, e Eric Roth, roteirista, construíram uma história sensível, linda, envolvente e que tem um dos melhores e mais belos finais que já tive o prazer de ver. Agora Amnésia é fora da casinha mesmo.

Ficha técnica do filme? Direção e roteiro de Chris Nolan, o cara que está imitando Hitchcock  e ainda não produziu um único filme ruim. Apostei com um amigo que o 14º filme do Nolan vai ser péssimo, pelo elenco acho que perderei a aposta.

Memento são dois filmes em um. Ele foi, hoje não sei se professores ainda fazem isso, muito usado para mostrar a diferença entre Enredo e História. Ele não tem linearidade e à primeira vista ele realmente causa incomodo. Mas na segunda, terceira, quarta vez, que você assiste, se apaixona completamente pela história de dor, sofrimento e perda de Leonard Shelby.

E você, quais são os filmes que te marcaram e que você sempre dá uma chance quando quer diversão garantida?

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4 comentários:

  1. Bel,
    Eu quase não vejo filme e não conheço nenhum da lista (que vergonha) hahahaha o único que conheço pelo nome é ...e o vento levou.
    Parabéns pelo post, vc sempre trazendo algo diferente e muito bom!!
    beijos

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    1. Eu sou uma felizarda, nasci em uma família apaixonada por livros e filmes. Assisti todos os do Jerry Lewis e do Elvis com minha avó. Passei pela tortura de Os Trapalhões. Chorei com Digby, Benji e Love Story (por isso não suporto Nicholas Sparks, ele só 'modernizou' Love Story). Com o tempo me apaixonei perdidamente por cinema. Passei pela fase chata de Cinema Iraniano, Indiano, Iraquiano - tem um ótimo -, Israelense, Francês, Italiano... Depois voltei ao cinemão norte-americano. Mas até hoje, para mim comédias são as inglesas, não entendo piadas dos filmes americanos. E gosto de atores. A primeira vez que assisti Vinhas da Ira, quase surtei. E tem um filme do Paul Newman, que foi refilmado duas vezes, que é lindo. E o Paul está um espetáculo... Mas eu sei que é difícil, hoje, assistir um filme com estética dos anos 1950 ou 1970. Poucas pessoas têm paciência para "filmes velhos" rsrsrsrrs.

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  2. Bel acho que preciso me atualizar rsrsrs alguns da sua lista nem sabia que existia rsrsrs. Sou fã de romances,adoro filmes de lutas preferencia pra Bruce Lee, Jet Lee,Jackie Chan e Donnie Yen (filme o grande mestre)
    Cartas para Julieta assisti duas vezes,também achei bem fraquinho mas gostei tanto que já assisti duas vezes kkkkkk
    ...e o vento levou,me faz lembrar do meu pai,nem sei quantas vezes assisti esse filme com ele.
    O Curioso Caso de Benjamin Button esse eu assisti 4 vezes e ate deu vontade de assistir de novo. A unica parte que não gostei foi de ele virar um bb no final,meio sem logica mas é só minha humilde opinião.
    O Poderoso Chefão nunca consegui assistir esse filme já tentei duas vezes. Se eu fosse fazer uma lista de filmes preferidos Primeiro lugar estaria a lista de Shindler, segundo Caminhando nas nuvens,os outros sem duvida teria que pensar muito rsrsrs.

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    1. Fernanda, costumo dizer que não sou viciada em cinema, mas em atores, diretores e produtores. Por isso conheço um pouco sobre o assunto, porque se gosto de um flime em que tem o DeNiro, vou fuçar tudo até encontrar e assistir todos os filmes dele. Engraçado, não havia me dado conta, mas na minha lista tem dois filmes com ele. Minha mãe me apresentou as "paixões" dela, antes de saber falar direito, eu já babava em Marlon Brando, Paul Newman e Yul Brynner. Cary Grant era outro. Eu não consigo montar e manter uma lista de filmes. Hoje a minha lista já mudou, acrescentei Vinhas da Ira e Num lago Dourado, só que aí fico com três filmes de um mesmo ator... E quanto a não conseguir assistir O Poderoso Chefão, fica tranquila, não é filme fácil e a estética anos 1970 não ajuda. Agora, se você não assistiu Senhores do Crime, menina corre. Porque o Viggo está um espetáculo (aos 52 anos)!

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