Entrevista: Mari Scotti


Paulistana, tímida e blogueira literária. Nascida em 22 de fevereiro e formada em Recursos Humanos. Aprendeu a amar a literatura aos dez anos de idade e a desejar escrever com a mãe que também é apaixonada por esta arte. Teve coragem de mostrar suas histórias a outros apenas em 2009 como escritora de fanfics, o que a impulsionou a buscar por mais. Apoia sem reservas a literatura Nacional. Já gravou CD como cantora de banda, compôs e hoje se dedica à sua família e a seus queridos personagens. Escritora das séries Neblina e Escuridão, Série Nefilins e do romance de época Montanha da Lua.

Vamos à entrevista!?

Conchego: Como foi a decisão de começar a escrever profissionalmente?


Mari: Na verdade a transição foi quase instantânea, não me toquei do que estava fazendo até ter o primeiro livro nas minhas mãos. Eu escrevia fanfics e meus leitores incentivavam muito a escrever algo original e por eles, resolvi tentar. Fico muito feliz de ter confiado mais em mim e aceitado esse desafio. 

Conchego: Quais as maiores dificuldades que encontrou pelo caminho?

Mari: As pessoas são a maior dificuldade. Pessoas detentoras das decisões que nos envolvem são uma dificuldade muito, muito grande, principalmente quando teimam em atrapalhar ao invés de fazer a literatura nacional ir adiante, crescer e ser reconhecida. Acredito que se todos nós fossemos mais humildes e pensássemos mais no outro, muita coisa daria certo no Brasil. 

Conchego: Como se dá a escolha do tema de cada livro? O que você considera mais fácil e mais difícil ao desenvolver uma história?

Mari: No começo eu simplesmente tinha a ideia e passava a escrever, depois de um tempo adquiri alguns hábitos, acredito que bons hábitos. Um deles é pensar na história e fazer perguntas sobre a trama: Por quê tal coisa será assim? Quantos anos tem o personagem? É bonito, feio, sexy, chato? Tem marcas de nascença ou de acidentes? Etc. Esse tipo de pergunta me faz chegar mais ou menos ao tema ou gênero do livro que começou a despontar na minha cabeça (faço planilhas com características dos personagens). 
Na maioria das vezes a ideia vem completa, precisando apenas de ajustes. Então jogo tudo no word, num bolo horroroso e depois vou trabalhando o “meio” do livro com mais lentidão, desenvolvendo o enredo, os pontos de suspensão, os pontos de “respostas” e etc. 
O mais difícil tem sido finalizar. Sempre penso que a história poderia ser contada de forma melhorada ou talvez que o final não esteja completamente fechado o que dá margem a um segundo livro ou talvez mais um capítulo. Normalmente demoro a me desapegar quando finalizo uma história. Retomo, releio três, quatro, dez vezes. Reescrevo o final. E quase sempre o final é o que se contou da primeira vez. 
O mais fácil... não sei dizer, acredito que depende de cada livro contado. Em Montanha da Lua o mais fácil foi o título. Ele surgiu, simplesmente. O mais difícil foi desenvolver a história de maneira que o leitor não ficasse frustrado no final e sentisse que se a história fosse real, ela aconteceria exatamente daquela forma, com alguém superando um medo descomunal de forma não muito tradicional. 
Em Híbrida eu não encontro facilidade... as duas séries (Nefilins e Neblina e Escuridão) têm sido um desafio para terminar. Empaquei no último livro de ambas e não consigo seguir adiante, ainda não descobri o que escrevi de errado até onde parei e quando descobrir, vou alterar e sei que a história voltará a fluir. Até lá, me desejem inspiração! Haha. 

Conchego: Qual sonho você já realizou e qual ainda deseja realizar como autora?

Mari: Realizei o sonho de ter uma capa realmente empolgante na série Neblina e Escuridão haha. Estou pensando nos sonhos realizados mais recentemente. O que desejo realizar? Tenho colocado como meta meu crescimento como escritora, não apenas utilizando as palavras, mas conquistando a confiança dos leitores, blogueiros e (por que não?) editores. Quero alcançar um degrau maior na minha carreira e tenho orado e buscado isto. 

Conchego: Que conselho você daria para aqueles que desejam ser "futuros autores nacionais"?

Mari: Falo sempre isso e vale ressaltar: Leia muito. Leia muito mesmo! E escreva muito! Quanto mais ler, melhor ficará seu vocabulário e seu conhecimento de como contar uma história. E quanto mais escrever, mais conhecerá a forma que gosta de contar uma história. Recentemente descobri que escrevo melhor em primeira pessoa e eu acreditava que era melhor em terceira pessoa. São coisas bobas que são importantes de sabermos sobre nós mesmos. Conhecer suas fraquezas como contador de histórias fará com que as desenvolva e melhore. Então não desista, leia, escreva e continue lutando pelo que deseja. 6. Mensagem da autora para os seus fãs.
Agradeço de todo o meu coração o apoio e incentivo de todos vocês! Gostaria de poder abraça-los um a um! Amo vocês!

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