Filmes e Séries: Sense8



Série: Sense8
Criado por: Andy Wachowski, Dan Glass, James McTeigue, Lana Wachowski, Tom Tykwer
Transmitida pelo Canal: Netflix.
Gênero: Drama Ficção Científica
Status: Finalizada, aguardando confirmação da segunda temporada.

Sinopse do Filmow: A série foca em oito personagens espalhados pelo mundo que se ligam mentalmente e emocionalmente após uma morte trágica. Eles podem não só conversar entre si como ter acessos aos mais profundos segredos de cada um. Juntos eles precisam não apenas entender o que aconteceu e o porquê, como também fugir de uma organização que está atrás deles para capturá-los e estudá-los.

Tenho vícios e manias - mais vícios que manias. Um dos meus vícios é assistir filmes, telefilmes e seriados. E aí que estou eu assistindo pela centésima vez Wolverine com o fabuloso ator Hugh Jackman quando entra o trailer de Sense8, nova série (em junho, ou seja, já é velha) da Netflix. As cenas, o roteiro, os atores, as imagens me chamaram a atenção na hora. 

De largada no sofá para sentada em um pulo e ter minha mente fazendo "WOW!" foram necessários milésimos de segundos. Em uma palavra? Impactante.


Aí fui eu procurar informações sobre o seriado. Primeira decepção? Andy e Lana Wachowski, escritores de 7 dos 12 episódios de Sense8. Não sabe quem são? Os roteiristas de Matrix. E eu detesto Matrix (sim, eu sei que muita gente ama, mas eu não sou muita gente)

Segunda decepção? Nenhum ator assinou contrato para uma segunda temporada, ainda. A crítica meteu o pau, mesmo que o seriado tenha conseguido superar Game of Thrones como mais pirateado em junho.

Mas tudo bem, eles podem ter aprendido alguma coisa nos últimos anos; a Netflix pode estar apenas fazendo suspense sobre a renovação. E o que críticos sabem sobre meu gosto pessoal? Então vamos assistir o seriado.

Para começar, não é um seriado dentro dos padrões, então se você não está preparado para interação física entre pessoas do mesmo sexo, entre várias pessoas ao mesmo tempo, ou entre pessoas de sexos diferentes, esqueça. Vá ver outra coisa.

Se não consegue assistir um parto, tente Frozen, é bem divertido e mais ameno.

Sense8 não é ameno e nem é divertido, ele é visceral - em todos os sentidos. O seriado começa com algumas pessoas ao redor do mundo sentindo e assistindo a morte, de maneira muito violenta, de uma mulher chamada Angélica. Então essas pessoas descobrem que estão mental e emocionalmente ligadas umas às outras, sendo capazes de se comunicar, trocar habilidades, línguas e sensações, entre outras coisas, entre si.

São oito pessoas, completos estranhos, de culturas e partes do mundo completamente diferentes. Em comum existe apenas o fato de que todos fazem aniversário no mesmo dia, mês e ano. E se têm pessoas que os ajudam, também têm outras que os caçam.

O legal da série é saber como surgiu a ideia, os escritores; - Lana e Andy, junto com Michael Straczynski- pensaram em como seria se pessoas pudessem se comunicar, em qualquer lugar do mundo, sem precisar de uma rede social, de computadores, ou celulares., usando apenas suas mentes. Neuromancer levado a um outro nível? Talvez, porque em Neuromancer as pessoas eram a internet, aqui, em Sense8, não existe essa necessidade, são sensitivos que se comunicam entre seu grupo. Digamos que são uma espécia de versão menos poderosa de um Dr Chavier de X-Men. O próximo passo na evolução humana.

E aí volto a falar dos meus vícios. Quem é realmente fixado em filmes e séries, para tevê ou cinema, já viu muita coisa. E no meio do segundo episódio comecei a pensar “Eu conheço isso e não é de X-Men”. Pesquisa daqui, pesquisa dali e eis que encontro a referência: The Tomorrow People. De acordo com a Wikipédia: "ao entrar na adolescência alguns jovens começam a desenvolver a capacidade de se comunicar telepaticamente. Posteriormente surgem os poderes de teletransporte e telecinese. Considerados o próximo passo da evolução humana, eles se unem para sobreviver, já que uma organização secreta chamada "Ultra" persegue todos os 'revelados' ".

Mas não foi nem a fuga dos padrões que me chamou atenção para o seriado.  O que me incomodou de verdade foi a falta de sensibilidade dos roteiristas para captar de que maneira essas relações incomuns afetariam a vida das pessoas. E Depois de um momento “Wow, isso não é comum”, tudo passa a ser percebido como normal pelos personagens! Então, faz parte do cotidiano ter uma pessoa dentro da sua cabeça vendo, sentindo e agindo junto com você?

OK, falei, falei, falei, mas acabei não falando realmente minhas impressões sobre a série. Eu não indico!

Primeiro porque ela não é fácil. Segundo porque ela mexe com tabus que muitos ainda não estão preparados para lidar, como relações (explícitas) homossexuais e com várias pessoas. Nu frontal masculino também ainda é considerado complicado. Mesmo assim tudo isso é fácil de resolver, basta avançar as cenas, o difícil é engolir a série em si. 

Muita coisa causa estranhamento por não ficar bem desenvolvida ou por não ser bem explicada. Situações são apenas jogadas no ar e você fica com aquela cara de “e agora?”. Por isso termino minha resenha assim, deixando em aberto o final.


Personagens e atores:
Aml Ameen (Capheus Van Damme), motorista de van em Nairobi com forte senso de justiça.

Doona Bae (Sun Bak), filha de um empresário de Seul e crescente estrela do mundo kickboxing subterrânea.

Jamie Clayton (Nomi Marks), transexual e hacktivist.

Tina Desai (Kala Dandekar), uma farmacêutica hinduísta de Mumbai que é contratada para se casar com um homem que ela não ama.

Tuppence Middleton (Riley Blue), DJ islandesa que perdeu marido e filho e acabou fugindo para Londres.

Max Riemelt (Wolfgang Bogdanow), um serralheiro e arrombador de Berlim que tenta sair do crime organizado.

Miguel Ángel Silvestre (Lito Rodriguez), ator de telenovelas e filmes, que é gay não assumido e por isso vive com medo que descubram seu relacionamento com outro homem.

Brian J. Smith (Will Gorski), policial de Chicago.

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13 comentários:

  1. Obrigada pela resenha. Me fez nunca querer assistir. Odeio esses filmes, seriados com tanta violência desnecessária. Os tabus até daria pra encarar. Mas a falta de coisas lógicas me faria desistir logo no primeiro segundo. Bjus

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    1. Fernanda, eu sou uma exceção à regra. Todo mundo gostou, menos eu! rsrsrsrs A violência, na minha opinião, ficou tão mal produzida que chega a ser risível. O que me incomodou de verdade foi o povo não achar estranho dividir sua cabeça com mais sete pessoas.... Eu correria para o psiquiatra mais próximo. Tente o primeiro episódio, vai que você gosta.

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    2. Eu ate nao me importaria de dividir a cabeça com mais sete pessoas nao. Ja ate escolhi as 7...
      William Shakespeare,Alexander Graham Bell,Sócrates,Pitágoras,,Princesa Isabel,Madame Curie e Oskar Schindler rsrsrsrs com esses ai eu dividiria os pensamentos kkkkk.

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    3. Nada exigente você Fernanda!
      Mas sou sincera, não quero ninguém dentro da minha cabeça não... já sou louca o suficiente.

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    4. kkkkk de medico e louco todo mundo tem um pouco Bel. Nao se preocupe vc é normal kkkkkk

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  2. "Se não consegue assistir um parto, tente Frozen, é bem divertido e mais ameno."
    quando for descrever sense8 pra alguem vou usar essa frase kkkkkk otima
    eu adorei a serie, me interessei por ela desde a noticia do lançamento, antes mesmo do dia de sair pq li a sinopse e achei muito diferente, ate o momento eu nunca tinha assistido uma serie que abordasse o assunto que sense8 aborda. achei algumas cenas fortes, cenas nunca abordadas em outras series e filmes e vi que eles tem mesmo a necessidade de quebrar tabus, mas no geral adorei a serie e assisti em menos de dois dias. vi que o netflix confirmou a seguhda temporada. espero q seja boa como a primeira.

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    1. Pois é Rebeka, quando vi a teaser de lançamento tive a impressão de coisa boa vindo por aí. E coisa inovadora, depois de 5 minutos do primeiro episódio vi que era "mais do mesmo". Pegaram seriados, quadrinhos, ideias já existentes, pioraram tudo (minha opinião) e jogaram na tela. A grande diferença de Sense para The Tomorrow People, é que no segundo não tinha sexo. Mas é basicamente a mesma coisa. Six Degrees, X-Men... Prefiro algo visceral, mas que não se venda como inédito. How to get away with a murder é fenomenal. Les Revenants (filme e seriado) são de 'pegar pelas bolas'. Sense ficou ali, no limbo, entre uma refilmagem e roteiros mal escritos. E olha que tentei ao máximo me livrar de todo meu preconceito contra os produtores/roteiristas de Matrix. Mas eles continuam errando... rsrsrsrs

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  3. Bel,
    Eu nunca iria aceitar ter pessoas sabendo o que passa na minha mente!! O meus pensamentos são meus kkkk e de mais ninguém!! Nunca vou assistir essa série!!
    obrigada :)
    beijosss

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    1. Daya, eu ODIEI. Sério mesmo. Não tolero propaganda enganosa, não aceito o teatrinho de inédito que montaram. Mas os atores se esforçam. Tente o primeiro episódio. Eu assisti toda a primeira temporada e juro para você: se eu fosse vizinha de algum dos produtores eu bateria neles! rsrsrsrs Achei chata e cansativa pq eles tinham um tema ótimo, mas foram para o outro lado. Já sei, imagine House. A rabugice dele é vista de vários pontos diferentes e é engraçada pq foi bem desenvolvida (roteiro/direção/atuação). Agora imagine que só víssemos a rabugice dele do ponto de vista dos pacientes... Chaaaato! Sense8 fez isso, perdeu o melhor lado.

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  4. Bebel, não sou tão exigente quanto você em questão de atuação, efeitos... rsrs
    Então, tirando a questão de homemXhomem, mulherXmulher e tudojuntoemisturado... kkk eu gostei da série e estou curiosa pra assistir a nova temporada.

    Mas, você arrasa nas resenhas!! Beijo

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    1. Ai Bruna, sou exigente mesmo. Eu assisto qualquer coisa. Muito antigamente, século passado - sem piada, existia na Band uma coisa chamada Terror na Madrugada. Assisti dois clássicos que não encontro em lugar nenhum, e são fantásticos: Palhaços Marcianos Assassinos e Mães Suburbanas Canibais.... nunca mais vi ou encontrei. Só sei que o segundo é italiano. Enfim. Sense nãoé ruim, só ficou no meio do caminho, se quer fazer algo bom, faça. Se quer fazer porcaria, idem. Mas não se proponha a fazer algo sensacional e fique no meio do caminho....

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  5. Nossa, desisti desse seriado. Assisti o primeiro episódio e achei 1h de nada com nada! Muito sexo e pouco conteúdo!

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    1. Pois é Mari, eu não tenho nada contra o sexo no seriado. Em qualquer lugar, sendo franca. Porém esse seriado me incomodou muito... a ideia é interessante, o mote dos autores foi ótimo (mesmo sendo baseado em ideias já existentes e exploradas em outros filmes, séries e quadrinhos), mas eles não souberam - na minha opinião - desenvolver o enredo. Imaginei algo completamente diferente, fiquei ansiosa pela reação do 'grupo' ao descobrir outras pessoas dentro de suas cabeças, compartilhando sentimentos, sensações, pensamentos. Nada disso foi explorado de maneira criativa. Restou o sexo...

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