Devaneios da Bel: Uma Estranha em Casa – Shari Lapena



Título:  Uma Estranha em Casa
Título original: A stranger in the house
Páginas: 266
Autor(a): Shari Lapena
Tradução: Márcio El-Jaick
Editora: Record
Ano: 2018
Gênero: Thriller, Romance Estrangeiro, Suspense

Sinopse Record: Karen Krupp acorda no hospital, sem ter a menor ideia de como foi parar nele. Tom, seu marido, diz que a porta estava destrancada quando ele entrou em casa, as luzes acesas, e que a esposa provavelmente saiu às pressas quando estava preparando o jantar, pelo que ele viu na cozinha. Karen perdeu o controle do carro enquanto dirigia a toda a velocidade e bateu de frente num poste. O mais estranho: o acidente aconteceu num dos bairros mais perigosos da cidade. A polícia suspeita de que Karen esteja envolvida em algo obscuro, mas Tom tem certeza de que não. Ele está casado com ela há dois anos, conhece muito bem a mulher. Será mesmo? Vai perguntar tudo a Karen quando chegar ao hospital, depois de dizer que a ama e que está feliz por ela ter sobrevivido, é claro. Mas Tom não obtém resposta nenhuma. Porque ela não se lembra de absolutamente nada.

Não conhecia essa autora, uma canadense que era advogada e professora de inglês, tornou-se escritora enveredando pelo gênero de suspense policial.
Ainda não li o livro de estreia dela, mas esse, Uma Estranha em Casa, é de tirar o fôlego e de dar raiva, mas vamos por partes.
O livro começa com uma mulher correndo, desesperada, para fora de um local mal iluminado, na parte mais barra pesada da cidade. O medo não diminui, por isso ela entra no carro e dirige o mais rápido que pode para longe do local. A velocidade e a falta de atenção são tantas que ela acaba causando um grave acidente, em que ela é a única vítima, ficando gravemente ferida, com uma severa perda de memória.
Ao acordar no hospital, reconhece o marido, sabe por alto quem é, mas não se lembra de muito mais coisas além disso. Até que a polícia, investigando o acidente, descobre que ela é a principal suspeita de um crime.
Chega da história.


O mais fora da curva na narrativa de Shari – talvez por termos uma advogada narrando e usando seu conhecimento das leis – é que o crime e a punição são explicados, o criminoso é identificado, mas nada disso importa, porque o criminoso é mais esperto do que polícia, do que os outros personagens. Sem contar que o criminoso tem uma ajuda inesperada.
Não precisaria nem mesmo tomar tanto cuidado em não dar spoiler, porque a autora deixa claro desde o início o crime, a vítima e o criminoso, mas quero a satisfação de ver cada um de vocês passando pela mesma raiva que eu.
O português – para uma revisora – está muito bom. Tem sempre um ou outro errinho, mas nada que vá comprometer a compreensão do enredo, aliás, para quem não é chato e não dorme com duas gramáticas, o livro está perfeito.
A condução da trama não é de perder o fôlego, mas é muito boa, os personagens estão dentro do esperado, em cada passo da trama. Incluindo a stalker/hater/maluca do outro lado da rua.
Leiam e me digam se gostaram tanto quanto eu.
Avaliação? Cinco estrelas, claro.

Séries da Mari: O Alienista



Olá pessoal, 

Assim como a Daya, essa semana resolvi trazer para vocês uma resenha de série. O ano é 1890, a cidade é Nova York.

Em uma época em que a ideia da existência de um serial killer era completamente alienígena à sociedade, as pessoas com problemas psicológicos, psiquiátricos ou qualquer “desvio” do padrão da sociedade eram consideradas “alienadas” (aqui indo desde uma simples depressão, até distúrbios da personalidade e psicopáticas) e aqueles que estudavam seus comportamentos eram chamados de “Os alienistas” (os futuros psicólogos e psiquiatras), um indivíduo inicia uma série de assassinatos brutais de jovens meninos imigrantes.

Todas as vítimas possuíam ainda mais uma similaridade: devido à pobreza extrema, prostituíam-se, vestindo-se e imitando meninas para atraírem seus clientes.

Cantinho da Daya: Perdidos no Espaço




Sábado (dia 05/05/18), a tarde, estava em casa com o meu filho e decidimos assistir a série Perdidos no Espaço. Eu achava que não prenderia a atenção do meu filho, pois ele só tem seis anos e prefere mais desenhos animados. Entretanto, fui surpreendida. Conseguimos  assistir dois episódios seguidos e sempre curiosos para saber como seria o próximo. Só não continuamos assistindo no mesmo dia, pois tínhamos outro compromisso.

No dia seguinte, fui surpreendida mais uma vez! Meu filho acordou cedo e assistiu sozinho dois episódios. E eu como fiquei nessa? rsrs Acabei assistindo a noite quando ele dormiu. Como são 10 episódios, com aproximadamente 50 minutos cada, nessa primeira temporada, assistimos um pouquinho a cada noite e ontem finalizamos. 

Devaneios da Bel: Depois da Tempestade – Travis Mulhauser




Título: Depois da Tempestade
Título original: Snow Girl
Páginas: 256
Autor(a): Travis Mulhauser
Tradução: Fabiana Colasanti
Editora: Fábrica231 (Rocco)
Ano: 2018
Gênero: Ficção – Romance/Novela, Suspense

Sinopse Rocco: O inverno castiga uma pequena cidade do norte de Michigan. Uma garota de apenas 16 anos, Percy James, procura pela mãe desaparecida. Viciada em metanfetamina, foi vista pela última vez na casa de um traficante. Uma forte nevasca se aproxima, e ao invadir a casa para tentar resgatar a mãe, a garota encontra apenas um cão morto e um bebê, enquanto o perigoso negociante de drogas (Shelton Potter) dorme na sala com sua namorada depois de mais uma dose. Esse é o tom de Depois da tempestade, romance de estreia do norte-americano Travis Mulhauser.
Percy leva a pequena Jenna (o nome do bebê estava gravado no berço), que morria de frio, para a casa de um conhecido, Portis Dale, para limpá-la e alimentá-la. O traficante acorda, não encontra a criança e começa a tentar descobrir o que pode ter acontecido em uma situação tão improvável. Pela pouca distância entre as casas e as marcas deixadas por Percy na neve, os dois temem o momento em que ele vai descobrir de fato onde está o bebê e aparecer para resolver a situação. O cachorro de Portis late sem parar, parecendo pressentir o pior.
O ritmo do romance é um capítulo à parte. Travis Mulhauser parece não desperdiçar uma só palavra e narra tudo como uma avalanche, que vai ficando mais densa com o desenrolar da caçada de Shelton Potter para descobrir o que aconteceu com o bebê desaparecido. O livro alterna os pontos de vista de Percy, em primeira pessoa, e o de Shelton, em terceira.
Mistura de Inverno da Alma e Breaking Bad, o livro conjuga a luta de uma jovem pelo acolhimento familiar em um ambiente perigoso de drogas e pessoas pouco confiáveis. Percy James é uma personagem forte, que enfrenta sem medo os perigos reais que se apresentam e seus fantasmas mais pessoais.

Livro de estreia do norte-americano Travis Mulhauser nasceu com um potencial cinematográfico acima da média. Claro que o tema e o gênero ajudam muito, um thriller, que engloba o psicológico, o físico e emocional – mais do leitor do que dos personagens.
Travis criou uma heroína diferente, uma menina de 16 anos, órfã de pai, com uma mãe viciada e tendo como referência paterna ou melhor, como referência de adulto responsável, um ex-namorado da mãe.
Pouco antes de uma grande nevasca Percy James, nossa pequena heroína, sai pela cidade procurando sua mãe. A caça a leva até a casa de Shelton Potter, um dos traficantes de sua mãe. O que ela encontra é de cortar o coração. Enquanto Shelton dorme na sala, com a namorada, completamente chapados, em um quarto um bebê está morrendo congelado.
Continuar a caçada pela mãe ou salvar um bebê?
Percy retira Jenna – provável nome da bebê, já que era isso que estava gravado no berço – e a leva para a casa de Portis Dale, um homem que ela vê como adulto responsável e que poderia ajudá-la a tentar salvar aquele bebê, limpar, alimentar, aquecer, e com isso dar uma chance de sobrevida para a pequena.
Claro que Percy poderia apenas fechar a janela por onde entrava o frio e a neve, mas em um dos cômodos da casa ela encontrou um cachorro morto – de frio, maus-tratos e fome – e a situação da própria Percy, ela mesmo uma menor abandonada, não permitia que simplesmente virasse as costas para alguém mais indefeso na mesma situação.
Quando Shelton “acorda” e se dá conta de que a bebê não está mais na casa a vida de Percy e Portis passa a correr perigo, porque o traficante é um homem violento, do tipo que mata primeiro e não pergunta nada depois.
O clima de tensão é crescente, o medo – da solidão, abandono, frio, fome – permeia toda a narrativa do escritor. Mais do que medo das atitudes de Shelton o que incomoda no livro é o frio. O autor cresceu em um dos estados que considerado mais frio dos Estados Unidos e ele descreve o congelamento, o frio, as sensações que ele provoca no corpo e na alma com propriedade. Em alguns momentos é possível sentir o gelo se desprendendo das páginas e envolvendo o leitor.
Além da capacidade narrativa de Travis um grande atrativo para a leitura é a construção de Percy, uma personagem feminina – que mesmo sendo muito nova – é uma fortaleza. Ela não espera o príncipe encantado aparecer para a salvar. Aliás, ela não sabe nada sobre príncipes encantados. Dentro de sua ingenuidade e inocência Percy acredita que ao salvar Jenna será capaz de salvar a si mesma.
Acho apenas que a força do título em inglês deveria ter sido mantida na tradução: Sweet Girl – Doce Menina.
Doce Percy.
Doce Jenna.
Doce esperança de um futuro menos solitário, frio e sombrio.

Cantinho da Daya: Ilhas de Thoron


Título: Ilhas de Thoron (Crônicas dos Snay #2)
Autor: Jéssica Ribeiro
Editora: Coerência
Páginas: -
Ano: 2018


Hoje vou trazer a resenha do segundo livro da série Crônicas dos Snay, Ilhas de Thoron, da autora nacional Jéssica Ribeiro (leia a resenha do primeiro livro aqui). O livro ainda será publicado pela editora Coerência, mas o blog Conchego das Letras foi privilegiado e recebeu a obra, em versão digital, em primeira mão.

Anjie, depois de tudo o que passou no primeiro livro, das descobertas sobre o seu passado, a verdadeira história da sua origem.... nesse segundo livro já sabe porque precisou viver com uma família que não era a sua e, a partir de agora, vai estar sempre acompanhada do seu Guardão, Hannagan, e os seus verdadeiros irmãos. 

Devaneios da Bel: Ordens do Executivo – Tom Clancy


Título: Ordens do Executivo
Título original: Jack Ryan Universe #09 – Executive Orders
Páginas: 1022
Autor(a): Tom Clancy
Tradução: Sylvio Gonçalves
Editora: Record
Ano: 1999
Gênero: Ação, Aventura, Thriller, Suspense, Literatura Estrangeira

Sinopse Record: Descrição do livroQuando um terrorista suicida japonês atira um Boeing 747 sobre o Congresso americano, matando o presidente e os mais importantes líderes dos EUA, o ex-agente da CIA Jack Ryan, nomeado vice-presidente após um escândalo sexual que derruba seu antecessor, se vê diante da missão mais difícil de sua vida. Assim termina Dívida de Honra – um dos maiores sucessos de Tom Clancy – e começa este novo romance. Em meio a uma crise sem precedentes, Jack Ryan terá de enfrentar o desafio de governar um país em pânico e ainda descobrir os culpados pela tragédia. Aturdido e desorientado, ele logo percebe que existem inimigos muito mais poderosos em Beijing, Teerã e até mesmo em Washington. Jack Ryan terá de se superar para cumprir o objetivo de sua vida – recolocar seu povo e seu país novamente no pacífico caminho da democracia.

Tom Clancy criou um personagem literário que tem um charme para o cinema ainda maior do que o Robert Langdon, de Dan Brown. Jack Ryan é o James Bond norte-americano, o superagente secreto, que salva o presidente várias e várias vezes. Qualquer presidente.

Quando não consegue, caso desse livro, ele descobre os motivos por trás do crime e restaura a ordem e a paz mundial.

O livro começa com Ryan no refeitório da CNN de Washington assistindo o Capitólio virar um grande cogumelo em chamas depois do atentado terrorista que matou o presidente e vários congressistas norte-americanos, deixando o país praticamente acéfalo.

Praticamente, porque nosso querido Ryan é o novo Vice-presidente do país. Claro.